7 de mar de 2010

PIG e o terrorismo...

ATO V

Sensível às queixas dos setores ameaçados pelos rompantes autoritários de seus colaboradores, o presidente Lula tem procurado atenuar sistematicamente o radicalismo de alguns de seus assessores que, ao que tudo indica, gostariam de transformar os brasileiros em títeres de suas idéias. Querem controlar os meios de comunicação, a produção artística, a investigação científica e tecnológica, as opiniões e os meios de produção. Sob o falso pretexto de combate ao monopólio da comunicação – numa afronta à inteligência dos cidadãos que podem optar livremente pela escolha dos veículos de informação e entretenimento que melhor lhes satisfazem –, esses tiranos infiltrados no comando da nação tentam impor o pensamento único ao pluralismo de idéias e visões vigente atualmente no país.

Aqui o quadrúpede que escreveu o editorial de Zero Hora fez uma salada de frutas. Misturou, convenientemente para evidenciar seu ponto de vista, comunicação, produção artística, investigação científica e tecnológica, opiniões e meios de produção.

Para cada item há uma regulamentação e um órgão regulador. Menos a opinião, que é um artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos e um direito constitucional. Nem a pior das ditaduras, muitas apoiadas pelas empresas de comunicação, conseguiu “controlar” opiniões.

Artigo XIX
Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.

O que o PIG mais faz é tentar manipular o imaginário popular, justamente o que mais condenamos. O que a Conferência e entidades apoiadoras jamais pretendeu e pretenderá é "controlar opiniões.

Em “Sob o falso pretexto de combate ao monopólio da comunicação”, há a nítida impressão que o ser asnático que escreveu o editorial,mordeu a límgua. Concordamos com a besta em que há, sim, o monopólio da comunicação no Brasil. Leia o linkOs Donos Da Mídia.

“Optar livremente pela escolha dos veículos de informação”. Optar entre um cocô de jornal, um jornal de merda uma bosta de jornal soa um tanto ridículo. Ao sul do Mampituba, são poucas opções de escolha.

“Esses tiranos infiltrados no comando da nação tentam impor o pensamento único ao pluralismo de idéias e visões vigente atualmente no país.” Quando as leis ou opiniões não lhes são favoráveis, tratar de ridicularizá-las, ou fazer terrorismo com seus leitores ou ouvintes, é a arma freqüentemente utilizada pelos meios de comunicação.

A Conferência Nacional de Comunicação foi planejada pela sociedade civil, com a participação de entidades patronais, e foi boicotada por estas de todas as maneiras. Foram realizadas oficinas e debates em todo pais durante o ano de 2009, culminando com a realização da conferência em 16 de abril de 2009 em Brasília. A classe patronal teme a perda de poder político, inevitável para o crescimento pleno de nossa democracia.

Comparar responsabilidade da imprensa e meios de comunicação que a sociedade exige com censura, é mais uma propaganda enganosa e um indicativo de que estamos no caminho certo.

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