24 de ago de 2009

Brigada Militar assassina sem terra!


Carlos Latuff

Num governo fora da lei, a morte se faz regra
Só tratando a violência como trivialidade se mata um militante de um movimento social com um tiro de espingarda calibre 12 nas costas. Só um governo com graves problemas legais, como o governo Yeda Crusius (PSDB), torna possível um acontecimento como esse.

Katarina Peixoto

Quem estabelecer uma relação plausível entre a propaganda do déficit zero, as escolas de lata, o saque ao erário e a morte de um Sem Terra, além da tortura sobre outros, ganha um murro. Dá para se perguntar se é vingança, esse grande motor dos homicídios que tanto povoa as legislações penais, o que matou Elton Brum, o militante Sem Terra executado hoje, à queima-roupa, no Rio Grande do Sul, na presença do Ministério Público Estadual, pela Brigada Militar. Mas vingança, como se sabe desde Aristóteles, pelo menos, estabelece-se numa relação comutativa, entre iguais. A tendência ao infinito e à consequente destruição total que a prática da vingança implica é um dos fundamentos para que se tenha desenvolvido o conceito de justiça distributiva e também o de lei. É claro, a vingança não desapareceu, mas algumas de suas manifestações tornaram-se passíveis de punição, porque passaram a ser subsumidas pela lei como crime.

É então preciso que a lei seja observada, para não que não saiamos a matar as pessoas que nos roubam. Ou que mataram um companheiro, ou que saquearam o Estado, ou que perseguiram e espancaram opositores, ou que furtaram de ladrões eméritos, ou que mataram em nome de ladrões poderosos. Diante dessas coisas é que se faz necessário o respeito à lei. E se tem uma coisa que pelo menos a maioria do Movimento dos Sem Terra sempre defendeu foi uma disputa pela legalidade. Pode-se discordar do MST. Também se pode discordar de “proprietários” de terras que não conseguem tornar sua propriedade irredutivelmente legal.

Esse tipo de controvérsia vem sendo tratada como um conflito causado unilateralmente por um grupo de criminosos, organizados nos Movimentos Sociais. As famílias que mandam na grande mídia brasileira agem como se a propriedade fosse uma realidade, apesar do direito. E se não há direito, há crime? Quem junta tico e teco sabe bem que sem lei não há crime e propriedade fora da lei não é, por definição, propriedade. Logo, não precisa de aparato policial para aplicar a lei onde não há crime, como quem pensa também pode saber, sem muito esforço.

Só que há lei, a despeito desse lamentável capítulo governamental do Rio Grande do Sul, chamado Governo Yeda Crusius. Este desastre, tão avesso à lei que trata os críticos como inimigos a serem exterminados, denunciados e desqualificados. E não é apenas pela incapacidade total de dar o exemplo ou de ter autoridade, a menor que seja, para defender o direito, o legal, o legítimo.

Diante desse governo falar em violência e ilegalidade no uso do poder de polícia por parte das forças de segurança do aparato estatal parece trivial. Para os atuais ocupantes do executivo gaúcho, de fato, é. Só tratando a violência como trivialidade se mata um militante de um movimento social com um tiro de espingarda calibre 12 nas costas. Só um governo com graves problemas legais torna possível um acontecimento como esse.

Só que há lei. E Elton Brum foi assassinado. Fosse a lei respeitada, o assassino deveria ser demitido por justa causa e encarcerdo. Ganha um murro quem negar, diria o governo. Porque num governo fora da lei, a morte se faz regra. Até quando?

Katarina Peixoto é doutoranda em Filosofia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. E-mail: katarinapeixoto@hotmail.com

Agência Carta Maior
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O governo Yeda Crusius, através brigada Militar, assassinou um trabalhador rural em uma invasão simbólica de um segmento de terra, junto ao assentamento na fazenda Southal, em São Gabriel.

Não é de se espantar que o assessor para assuntos de segurança de Yeda Crusius, o governo mais corrupto de nossa história, chama-se Coronel Mendes!

13 de ago de 2009

Business, of course!

Foto: Antonio Paz / Palácio Piratini

Na abertura do 17º Festival Mundial de Publicidade de Gramado (04 de Junho de 2009), a governadora Yeda Crusius foi agraciada com a Medalha Maurício Sirotsky Sobrinho.

"A honraria é concedida a personalidades que se destacaram por suas contribuições ao segmento da comunicação e da publicidade. "(JusBrasil)

Seguindo esta lógica surreal, qual será a próxima criatura a receber tão importante comenda?

Carlos Crusius (marido da governadora), deputado federal José Otávio Germano (PP), deputados estaduais Luiz Fernando Zachia (PMDB) e Frederico Antunes (PP), presidente do Tribunal de Contas do Estado, João Luiz Vargas, Walna Villarins Meneses (assessora da governadora), Delson Martini (ex-secretário geral do governo estadual), Rubens Bordini (vice-presidente do Banrisul e ex-tesoureiro da campanha de Yeda). Todos denunciados pelo Ministério Público Federal por enriquecimento ilícito e dano ao erário público.

"se quedarán las pelotas ..."

12 de ago de 2009

O contraponto da mídia

O Pântano Tucano começa aqui...

il pensatore...



Sobre a putaria, a roubalheira, a sacanagem, a canalhice em que se chegou aqui no Rio Grande do Sul, o “Estado mais politizado do Brasil”, sigo o pensamento de minhas falecidas avós que, se vivas fossem, diriam na língua de Dante:

Sono tutti ladri!
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Anos atrás, ouvi um politicozinho canalha, destes que temos às pencas por aqui, dizer:

"No Rio Grande do Sul, quando a corrupção passa por uma calçada, nossos politicos atravessam a rua para não ter que cruzar com ela." Hoje sabemos que a história é outra. Alguns políticos atravessam a rua para negociar com ela e não dar muito na cara!

Mas não é isso que a Operação Rodin, da Polícia Federal, comprovou. A PF comprovou a existência de uma quadrilha que roubava dinheiro público, e não se tratava de caixa dois, para benefício financeiro destes e o financiamento da vida política de uma corja de safados amparados pelos jornalecos locais e seus editorialistas, como paladinos da ordem, moral e bons costumes. No quesito de "manutenção do poder nas mãos de alguns", o Grupo RBS cumpriu a tarefa com louvor. Pintar gato como lebre, foi sua tarefa; e custou bem caro, pois não existe almoço grátis. O roubo da Máfia do Detran, é a prova disso.

Curiosamente tudo o que circunda a desgovernadora Yeda Crusius, apodrece em corrupção! Não é necessário de um QI muito maior do que 2 (dois) para se concluir o que é óbvio!

E mais, sob as bençãos da Farsul, Federasul e Fiergs, já que seus representantes estão completamente mudos.

Ontem eu ouvi o máximo da boca de seu Berfran Rosado: ele iria trabalhar pela não aprovação da "CPI da Corrupção" pois não daria em nada. Disse mais ou menos assim: aí as pessoas diriam que a assembléia gastou tempo e dinheiro para não dar em nada! Estou em lágrimas pela preocupação de seu Rosado que nã ficou nem vermelho!

Se eu fosse da Polícia Federal, prestaria atenção na atuação de outros políticos perante a possibilidade da constituição de uma CPI. Tem mais gato na tuba!