23 de fev de 2011

Dilma & Follha.Ditabranda.Vagabunda.Vadia de São Paulo

Bem, vamos lá.

O comparecimento da Presidenta Dilma Rousseff ao evento comemorativo dos 90 anos de Folha de São Paulo, a meu ver, foi mais um desses lamentáveis fatos a serem apagados da memória daqueles que lutam por uma democracia justa e republicana e pelos que almejam uma imprensa mais democrática. Os que batalharam incansavelmente e com prejuízos pessoais, sabem do que estou dizendo.

Muitos tuitaram e blogaram no período pré eleitoral, de maneira alucinada, como soldados entrincheirados em um “front”, sem buscar cargos ou sem correr atrás de CCs. A esquerda tem disso. Os partidos de esquerda usam isso. E sempre viram às costas para isso, passada a eleição. Tudo é zerado.

A esquerda, de modo geral, NÃO TEM POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO. E o que é política de comunicação? Certamente não é aquilo que pensam os Srs. José Dirceu, Antônio Palocci [chefe da Casa Civil] e José Cardozo [Min.da Justiça]. Também não é o que pensam Maria do Rosário, Beto Albuquerque, Manuela D’Ávila e Luciana Genro.

Rodrigo Cárdia, no Cão Uivador [http://caouivador.wordpress.com/2011/02/23/e-para-isto-que-dilma-foi-eleita/], lembra muito bem isso. “Em 2007, durante homenagem aos 50 anos da RBS na Câmara de Deputados, vários parlamentares bajularam a empresa...”

The book is on the table, vamos lá, todos juntos,repitam...tudinho de novo! Poderíamos ter passado sem essa.

O único acordo que essa gente entende é corte de publicidade estatal. PONTO. Eles quebram! Já pensaram o jornaleco sionista da Azenha sem publicidade estatal? O judeuzinho 171 teria um piripaque.

A Folha de São Paulo, da ditabranda, da ficha de Dilma falsa, da “vagabundas” e da “vadias”, merecia tão somente um representante de quinto escalão, e olhe lá. Não há como compactuar com jornalecos mentirosos. Assim como a reforma agrária já está atrasada 70 anos, uma Lei que regule os meios de comunicação também já está atrasada e igualmente o fato de os jornais assumirem seus alinhamentos políticos e candidaturas publicamente, já passou a sua marca de linha do tempo.

Há um longo e árduo caminho a percorrer. O que nos resta fazer é continuar batendo. É bem verdade que, hoje uma coisa mudou, jornalões entrevistando blogueiros foi uma coisa inimaginável, e não é mais.

Ainda assim, não consigo me desligar do Correio do Povo[POA], pois, afinal, como eu iria enrolar cocô de gato? Terei que mudar meus conceitos. Estou quase conseguindo ler as noticias pelo celular, no banheiro. É meu melhor momento de produtividade.

*A assinatura de Zero Hora, foi cancelada em 2002, e o “telemarqueting” tentou, em vão e por 29 vezes, refazer a assinatura.

A Carapuça

12 de fev de 2011

Estupro e crime do colarinho branco, palavras proibidas nas redações do Grupo RBS.

Mais uma vez a Famiglia Sirotsky desponta nas páginas policiais, não da mídia-toda-amiga-e-solícita, mas dos blogs.

No início de 2010, a sociedade de Santa Catarina foi surpreendida por um rumoroso caso de estupro de uma menor, por um neto [ também menor] do Sr.Jaime Sirotsky, diretor Emérito do Grupo RBS. O caso STUPROTSKY...

Nem uma linha foi impressa sobre o assunto nos jornais Zero Hora ou Diário de Santa Catarina. O fato foi abafado de todas as maneiras, nas páginas dos jornais e teve a melhor solução para o marginalzinho, garantida pelo avô, o Sr.Jaime. Só faltou a justiça de SC, dizer que a vítima foi a própria culpada pelo estupro.

Agora, Nelson Sirotsky foi enquadrado pela Justiça Federal em Crime de Colarinho Branco (Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (Lei 7.492/86)). Todos conhecem o “ímpeto empresarial” do “Sr.Nelson Sirotsky”. Esta empresa não gosta de concorrência. A área jornalística, é o exemplo disso. A maneira com que o Grupo RBS elimina seus concorrentes, um dia será contada.

O processo:

Consulta Processual Unificada - Resultado da Pesquisa

CARTA PRECATÓRIA Nº 5027955-60.2010.404.7100 (Processo Eletrônico - RS)
Originário: 2009.72.00.007958-8 ()
Data de autuação: 12/11/2010 15:29:33
Tutela: Não Requerida
Juiz: DANIEL MARCHIONATTI BARBOSA
Órgão Julgador: JUÍZO FED.01A VF CRIMINAL SFN DE PORTO ALEGRE
Localizador: DEGRAVA
Situação: MOVIMENTO
Justiça gratuita: Não Requerida
Valor da causa: 0.00
Intervenção MP: Não
Maior de 60 anos: Não

Assuntos:
1. Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (Lei 7.492/86)

Partes
AUTOR: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

RÉU: NELSON PACHECO SIROTSKY

RÉU: CARLOS EDUARDO SCHNEIDER MELZER

Advogados
Nome: PATRICIA MARIA NUNEZ WEBER (AUTOR)
Nome: JOSE OSMAR PUMES (AUTOR)
Nome: SÉRGIO LUÍS WETZEL DE MATTOS (RÉU)
Nome: Leonardo Vesoloski (RÉU)
Nome: DANILO KNIJNIK (RÉU)
Nome: DANILO KNIJNIK (RÉU)
Nome: Leonardo Vesoloski (RÉU)
Nome: SÉRGIO LUÍS WETZEL DE MATTOS (RÉU)


O fato explica por si só!
Você compraria um carro usado dos senhores Nelson e Jaime Sirotsky???
E um jornal?
Os repórteres investigativos de Zero Hora, investigarão o fato?
Haverá um “Polêmica” sobre “colarinho branco”?,
E “Conversas Cruzadas?
Alguma charge mal desenhada do Marco Aurélio?
Alguma coluna ridícula do Paulo Santana?
E a página 10 da “abelinha???
Pense nisso!

Mais sobre o assunto: CLOACA NEWS

1 de fev de 2011

Ana Hollanda, ministra de Serra!



A postura da Ministra da Cultura, em uma de suas primeiras atitudes, causou surpresa.  Retirar o símbolo do Creative Commons do portal do Ministério da Cultura. Pois dona Ana Holanda mostrou as unhas afiadas, mais cedo do que o esperado. É ligada ao ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) que regula e cobra pelos direitos autorais.

Ela retirou um símbolo da resistência, que é o Creativa Commons. O Creative Commons Brasil é um projeto sem fins lucrativos que disponibiliza licenças flexíveis para obras intelectuais. O ECAD tem fins lucrativos e parece que a ministra também.

A democracia não se conclui no dia em que depositamos nosso voto na urna. Ela apenas começa ali. Inicia-se uma luta pela manutenção de conquistas e ampliação de mudanças que visam o bem coletivo, o bem público.

Certa vez assisti a um debate pela internet, de um evento que se realizava na PUC-RS, onde entre outros atores estava Raul Pont. Não lembro assunto, mas ficou uma frase gravada a fogo: "as mudanças que a sociedade necessita, não devem ser esperadas como uma coisa automática a ser executada pelos partidos políticos, mas pela mobilização e pressão da sociedade organizada.”  Não foram exatamente essas palavras, mas o sentido foi este!

Nestes nove anos de militância política, a partidária, este é um momento único: a possibilidade da regulamentação da comunicação, no Brasil, que já vem atrasada. Como a Reforma agrária. É o momento de discutirmos o que nós queremos, e não o país que os grupos de comunicação "dizem que nós queremos". O protagonismo da democracia, é nosso.

Nos oito anos do governo do Presidente Lula, tivemos a democratização das verbas para a cultura, atingindo todos aqueles grupos que fazem um trabalho pró-cidadania e cujos recursos, antigamente, iam para os mesmos de sempre. A indignação dos “Arrnaldo Jabores da vida ficou evidente. Os inúmeros “Pontos de Cultura”. Para  Arnaldo Jabor conseguir uma verba para o seu projeto, deve haver  um cunho social.

Ana Holanda inicia sua gestão, dando sinais de que o projeto vencido no processo eleitoral do último pleito saiu vitorioso!

Aos que pedem prudência, contra os ataques à ministra, danem-se.

Portanto, pau na ministra!

A Carapuça