22 de fev de 2012

Os 211 jornalistas e seus 278 quilos de cérebros e 58 quilos de coração lotados na redação de Zero Hora, servem para o que mesmo?



O Grupo RBS e seu jornal âncora, o tablóide Zero Hora, notabiliza-se através de sua inegável história, como sendo uma das ferramentas na construção do imaginário popular, na defesa das políticas mais sórdidas, rastejantes e atrasadas que a elite guasca tenta impor através do que costumam chamar de liberdade de imprensa e de opinião.

Trata-se da liberdade de o dono do jornal e seus asseclas, narrar factóides como se fatos fossem e emitirem pontos de vista que não param em pé. A isso assistimos a todo o momento. Coitados aqueles que pagam por essas desinformações.

Também a todo o momento, ZH tenta se reinventar. Ou mudar para que tudo continue no mesmo. O Grupo RBS, bem como os principais jornais brasileiros, ocuparam lugar de destaque no processo de convencimento e consolidação da Ditadura Militar de 1964.

Mas naquela época, as terras ao sul do Mampituba tinham jornais mais respeitados do que temos hoje. O Rio Grande do Sul não tem nenhum de seus jornais entre os melhores do país. Já fomos melhores nisso, também! Hoje, produzimos lixo, e não jornais.

Ocorre que a nova Diretora de Redação e Jornais RS, Marta Gleich informa aos desavisados leitores do tablóide que houve uma reunião entre os jornalistas e diversos pontos foram tratados. Entre os quais “fazer jornalismo com J maiúsculo, o que pressupõe um texto bem escrito, a surpresa em cada foto, o design que estimula a leitura. Jornalismo Investigativo, Jornalismo que facilite sua rotina, Jornalismo independente.” Blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá,....

Que coisa mais previsível, de uma editora de redação. Uma grande foto e um texto medíocre, tudo ocupando meia página de autoelogio. Página dois. Seria bom. Muito bom se tivesse pelo menos 33% de verdade!

Basta virar a página 4 e 5 e se ler “Um Retrato do Brasil”, de Leandro Becker, com o entrevistado do IPEA Pedro Herculano de Souza e um comentário de Humberto Trézzi para perceber que tudo continua como “d’antes no quartel de Abrantes”.

Ou seja, ou a nova editora é mentirosa, ingênua ou incompetente.Ou será a simples manifestação da dialética do senhor e do escravo* de Hegel?

Vejam que simplesmente as páginas 4 e 5 brigam com os fatos. A “reporcagem”, além de ser um “the day after” da Folha de São Paulo, fala dos avanços sociais dos últimos 10 anos sem citar o nome de Lula que, pelo que consta, ocupou o cargo mais elevado do país em pelo menos 8 dos 10 anos. Sobraram 1 para o Príncipe dos Sociólogos(FHC) e 1 para a Presidenta Dilma Roussef.



Em resumo, Zero Hora continuará fazendo um jornaleco medíocre e safado, assim como após o dia seguirá a noite. Será o "Zornalismo" com Z maiúsculo de sempre e que bem conhecemos.

Esta é a genética de Zero Hora e do Grupo RBS!

A CARAPUÇA

*Dialética do senhor e do escravo* de Hegel: O escravo, após algum tempo agindo como tal, passa a adotar a conciência do senhor. Para o bem de todos, "of course"!

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