25 de out. de 2010

A GRANDE ENCHENTE...

odeio a RBS que nem você, mas neste caso, o Lula não tem a mínima razão. Por pior que seja certos setores da imprensa, é preciso liberdade. Ah, por falar em liberdade, o governo Lula e o ministro global Helio Costa colaboraram pra pior nesse sentido.
abz!

Meu caro ....

Estamos discutindo um sistema de “comunicação social” que desrespeita de todas maneiras nosso texto constitucional. Desrespeita o equilíbrio e o interesse público que a comunicação impõe.Onde está a regulamentação dos meios de comunicação? Liberdade de um lado só? Não é essa imprensa de merda que se diz imparcial?

Toda vez que a sociedade envia algum projeto de regulamentação sobre o tema, aqueles que vivem orbitando nas empresas de mídia e seus funcionariozinhos de merda, vêem com aquela conversa fiada de “ditadura” , liberdade de imprensa, querem a volta da censura, do comunismo... Quando sabemos que não é nada disso.

O governo Lula, foi covarde no tema. Nota zero. Mas não é só o governo do seu Lula que não fez o dever de casa. Partidos como o PSOL, da dona Luciana Genro e Plínio Arruda; ou o PSTU; o PCdoB, o PSB e etc, foram igualmente covardes em relação a comunicação. Acham que vão levar alguma vantagem das empresas de comunicação. Vão levar uma banana! Qualquer exposição de alguém da esquerda, não ocorre ao acaso. Não há acaso ou qualquer erro que favoreça o cidadão, diante do capital.


Eu desfio revelar qual a proposta para área da comunicação desses partidos? Não tem. Se tem, ninguém conta. Não existe uma postura diante do descalabro que é a imprensa nacional. Só em época de eleição.


A peça publicitária séptica e mentirosa, é bom que se diga, veiculada nas mídias da RBS sobre colunistas que discordam com a opinião do chefe, é pura falcatrua  como em quase tudo que faz. E só isso é uma boa razão para continuarmos batendo nessa gente.

Agora, quando tudo for democraticamente regulamentado, e os jornalistas das empresas jornalísticas tiverem o direito ao seu ponto de vista, meu caro, ai teremos chegado em um outro nível de nossa democracia e poderemos ter outra postura.

Quanto ao Hélio Bosta???Ops!!! Costa...não preciso dizer mais nada.
Abs


A Carapuça.

ZH: o jornaleco que nem os proprietários lêem!

Sob o título “Educar pode ser mais fácil”, Zero Hora de hoje nos brinda com essa impressionante matéria sobre educação infantil.

Pena esse assunto ter vindo com atraso e explico.

Em maio deste ano, o neto do Sr. Jaime Sirotsky, diretor Emérito do Grupo RBS foi causador de um escândalo em Florianópolis. O pivete estuprou juntamente com alguns amigos, uma menina de 14 anos. É conhecido como o caso "ESTUPROTSKY"

Não é preciso contar que o caso encontra todo tipo de dificuldade junto aos "órgãos competentes". Tão pouco, que nenhuma informação sobre o fato foi mostrada, comentada ou ferozmente repugnada por qualquer veículo ou colunista do Grupo RBS; que se consideram acima do bem e do mal e a fonte da informação.

O grupo RBS é especialista em dar “dicas”. Pena que estas dicas sejam destinadas apenas em pautar os leitores de seus jornalecos.

Fica nítida a impressão de que os integrantes da família não lêem ou escutam os veículos de comunicação de sua empresa; pois aí então, menos acidentes de percurso ocorreriam. Se lêem, não acreditam.

Estamos aguardando ansiosos por uma nova e excitante matéria: "O que vestir durante a cerimônia de posse do governador eleito Tarso Genro”. Outra especialidade de sua competente equipe!

Estamos perdidos!

24 de out. de 2010

Como vender gato por lebre...

As imagens falam por si. Mas é bom observar que as imagens do J.Nacional da Rede Globo, retirou toda a agressividade da turma tucana, mostrando que sómente Dilma é agressiva. Basta alguns minutos na rede para se desmascarar os tucanalhas!








As mentiras tucanas, são verdades que não param em pé!

O Festival CLOSE, em Porto Alegre, ignorado pelas políticas públicas locais!



O Festival Nacional de Cinema da Diversidade Sexual, uma iniciativa do Grupo SOMOS,de Porto Alegre, está de parabéns.

Casa lotada em todas as seções. Segundo o SOMOS:
“O CLOSE – FESTIVAL NACIONAL DE CINEMA DA DIVERSIDADE SEXUAL tem o objetivo de valorizar produções cinematográficas e incitar debates em relação a seu tema... central: a diversidade de expressões da sexualidade humana.”

Curioso é que a Prefeitura de Porto Alegre, cujo prefeito é José Fortunati e o Governo do Estado, encabeçado por aquela que não deve ser mais nominada, mas se locomove através de vassouras, não estão entre os patrocinadores. É impressionante.

Do estado, depois de termos uma anta como secretária da cultura, não esperava outra coisa; mas da Prefeitura? Talvez explique porque temos uma das piores políticas de prevenção da AIDS do Brasil!

Agência da Boa Notícia Guajuviras

Convidamos para para a festa de inaguração da Agência da Boa Notícia Guajuviras,  que será realizado na próxima SEGUNDA-FEIRA, 25/10, às 10 horas, na sede do projeto de mesmo nome, localizada na Av. Boqueirão nº 3367, bairro Guajuviras, Canoas, RS, pelo Sr. Prefeito Municipal. 
 
O evento contará com as presenças do Sr. Reitor da Unisinos, dos professores das oficinas, jovens, escolas, membros do Comitê do Território de Paz, entidades, agentes comunitários, autoridades locais e comunidade em geral.

Esse é um projeto inovador de jornalismo cidadão, uma iniciativa da secretaria de Segurança Pública com Cidadania (SMSPC), da Prefeitura de Canoas, que faz parte do Programa Nacional de Segurança Pública com cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça. O objetivo é capacitar 240 jovens do bairro Guajuviras, em Canoas, para produzir conteúdos de comunicação cidadã, videodocumentários, boas notícias, programas de webtv e rádioweb, além de conteúdos multimídia para Internet. Os participantes terão à sua disposição uma sede com dois estúdios e salas de oficinas, assim como com equipamentos para a criação de conteúdos próprios e receberão formação em sete tipos diferentes de oficinas.

Uma equipe com 17 pesquisadores da Unisinos acompanha e avalia, conjuntamente com a equipe de técnicos municipais, o andamento dos trabalhos. 
 
ANOTE E VENHA PARTICIPAR
 
DATA: 25/10
 
HORA: 10h
 
LOCAL: SEDE DA AGÊNCIA DA BOA NOTÍCIA GUAJUVIRAS (Av. Boqueirão, 3367 - Rótula do Guajuviras - Canoas - RS)
 
PROGRAMAÇÃO
 
10h - Recepção dos convidados pelo Sr. Prefeito Municipal
10h15 - Pronunciamentos
10h40 - Apresentação de peça de teatro pelos jovens do Protejo
11h - Ato de inauguração
11h10 - Entrevista coletiva com Prefeito de Canoas, o reitor da Unisinos e os jovens da Agência da Boa Notícia Guajuviras
11h15 - Apresentação de funk pelos Mulekis Sedutores
 
TRAJETO
 
Trensurb até a parada Mathias Velho - ônibus Guajuviras pela Boqueirão até a Rótula da entrada do bairro Guajuviras

18 de out. de 2010

CLOSE-Festival Nacional de Cinema da Diversidade Sexual

Falta apenas uma semana para o CLOSE! Nossos produtores estão arrancando os cabelos (os que têm cabelos) para acertar os últimos detalhes. Desde o local de exibição, até as passagens para os realizadores selecionados: tudo foi acertado nos mínimos detalhes para fazer desta uma experiência incrível para todos!

O Curador da Mostra Informativa do Close, Gilberto Perin, que também é jornalista e cineasta, mandou um recado. Assiste aí:



Programação

CLOSE Festival Nacional de Cinema da Diversidade Sexual

QUINTA | 21 DE OUTUBRO

17h | MOSTRA INFORMATIVA
Curtas: da Paraíba ao Chuí
Amanda e Monick | De André da Costa Pinto, Documentário, Digital, 18min, Paraíba, 2007.
Ivo e Suas Meninas | De Beca Furtado, Documentário, Digital, n/i, Rio Grande do Sul, 2005.
Logo após a sessão, debate com os diretores André da Costa Pinto, Betânia Furtado e o ator Everton Barreto| Mediação: Márcio Reolon

19h | MOSTRA INFORMATIVA
Como Esquecer | De Malu de Martino, Ficção, Película, 98min, São Paulo, 2010.
Logo após a sessão, debate com a produtora Elisa Tomelli | Mediação: Gilberto Perin

SEXTA, 22 DE OUTUBRO

15h | MOSTRA INFORMATIVA
Curtas:
A Fórmula da Felicidade | De Airton Tomazzoni, Ficção, Digital, 15min, Rio Grande do Sul, 2007.
A Visita | De Gilberto Perin, Ficção, Digital, 27min, Rio Grande do Sul, 2007.
Aeroplanos | De Alex Sernambi, Ficção, Digital, n/i, Rio Grande do Sul, 2002.
Chá de Frutas Vermelhas | De Duca Lendecker, Ficção, Digital, 8min54seg, Rio Grande do Sul, 2009.
Depois da Pele | De Márcio Reolon e Samuel Telles, Digital, 13min49seg, Rio Grande do Sul, 2010.
Francisca, a Rainha dos Pampas | De Hique Montanari, Ficção, Digital, 14min 13seg, Rio Grande do Sul, 2003.
Sargento Garcia | De Tutti Gregianin, Película, Ficção, 16min, Rio Grande do Sul, 2000.

17h | MOSTRA INFORMATIVA
ROCKY E HUDSON | De Otto Guerra, Animação, Película, 55min50seg, Rio Grande do Sul, 1994
Logo após a sessão, debate com o diretor e cartunista, Otto Guerra | Mediação: André da Costa Pinto

19h | MOSTRA COMPETITIVA
Série 1
Homens | De Lucia Caus e Bertrand Lira, Documentário, Película, 20min, Espírito Santo, 2008.
Depois de Tudo | De Rafael Saar, Ficção, Digital, 12 min, Rio de Janeiro, 2008.
Um Par a Outro | De Cecília Engels, Ficção, Película, 12min, São Paulo, 2009.
Páginas de Menina | De Mônica Palazzo, Ficção, Película, 19min, São Paulo, 2008.
Felizes para Sempre | De Ricky Mastro, Documentário, Digital, 7min, São Paulo, 2009
Logo após a sessão, debate com realizadores | Mediação: Márcio Reolon

21h | MOSTRA INFORMATIVA
Elvis e Madona | De Marcelo Laffitte, Ficção, Película, 105 min, Rio de Janeiro, 2008.
Logo após a sessão, debate com o ator Igor Cotrim | Mediação: Marcus Mello

SÁBADO, 23 DE OUTUBRO

10h | MOSTRA ESPECIAL: CINEMA SOCIAL
Positivas | De Susanna Lira, Documentário, Digital, 78min, Rio de Janeiro, 2009.
Logo após a sessão, bate-papo com a diretora Sussana Lira.

15h | MOSTRA PARALELA
Curtas: Série 1
Mudanças | De Fábio Menezes, Ficção, Digital, 16min, São Paulo, 2010
Mais ou Menos | De Alexander Antunes Siqueira, Ficção, Digital, 13min, Santa Catarina, 2010.
Garoto de Aluguel | De Tarcísio Lara Puiati, Ficção, Digital, 22min, Rio de Janeiro, 2009.
A Banda | De Chico Lacerda, Documentário, Digital, 20 minutos, Pernambuco, 2010.
A Mais Forte | De Ricky Mastro, Ficção, Película, 15min, São Paulo, 2009.

17h | MOSTRA INFORMATIVA
Do Começo ao Fim | De Aluizio Abranches, Ficção, Película, 90min, Rio de Janeiro, 2009.
Logo após sessão, debate com diretor Aluizio Abranches | Mediação: Vitor Necchi

19h | MOSTRA COMPETITIVA
Série 2
Suspeito | De Eduardo Mattos, Ficção, Película, 18min, São Paulo, 2009
Quenda | De Alexandre Bortolini e Warllem Machado, documentário, digital, 14 min, Rio de Janeiro, 2010.
Rotina Matinal | De Daniel Donato, Ficção, Digital, 11min51seg, Rio Grande do Sul, 2009
Fumaça em Formatos Bizarros | De Lufe Steffen, Ficção, Digital, 19min,São Paulo, 2010.
Eu Não Quero Voltar Sozinho| De Daniel Ribeiro, Ficção, Película, 17 min, São Paulo, 2010.
Logo após a sessão, debate com os realizadores | Mediação: Filipe Matzembacher

21h | MOSTRA INFORMATIVA
Glue | De Alexis dos Santos, Ficção, Película, 109min, Argentina, 2006.
Logos após, sessão com Ines Efron | Mediação: Marcus Mello

DOMINGO, 24 DE OUTUBRO

10h | MOSTRA ESPECIAL: CINEMA SOCIAL
1º Encontro Nacional de Jovens Gays e Outros HSH | De Vagner de Almeida, Documentário, Digital, 27min, Ceará, 2009.
Por outros olhos | De Alvaro de Oliveira e Sylvia Assis, Ficção, Digital, 9min30seg, Rio de Janeiro, 2009.
Novamente | De Giul Junior, Ficção, Digital, 7min42seg, Rio de Janeiro, 2009.
Logo após a sessão, bate-papo com os realizadores.

15h | MOSTRA PARALELA
Curtas: Série 2
Caça Palavra | De Pedro Flores da Cunha, Ficção, Película, 20min, São Paulo, 2009.
Retratos | De Leo Tabosa, Documentário, Digital, 18min, Pernambuco, 2009.
Depois do Almoço | De Rodrigo Diaz Diaz, Ficção, Película, 13min, São Paulo, 2010.
Amor Puro e Simplesmente | De Alexandre Lino, Ficção, Digital, 3min38seg, Rio de Janeiro, 2010.
E agora Luke? | De Alan Nóbrega, Animação, Digital, 4 min, Rio de Janeiro, 2010.
A Descoberta de Luke | De Alan Nóbrega, Animação, Digital, 2 min, Rio de Janeiro, 2007.

17h | CINEMA TRANSFORMADOR
Eu e o Cara da Piscina | De William Mayer, Ficção, Digital, 8min, Rio Grande do Sul, 2009.
Livros no Quintal | De Vinícius Cruxen, Ficção, Película,11min, Rio Grande do Sul, 2009.
Flores de 70 | De Vinícius Cruxen, Documentário, Digital, 22min, Rio Grande do Sul, 2007.
Logo após a sessão, debate com os realizadores | Mediação: Sandro Ka

19h | MOSTRA INFORMATIVA
El Cuarto de Leo | De Enrique Buchichio, Ficção, Digital, 90min, Uruguai, 2009.
Logo após a sessão, debate com o ator Martín Rodriguez | Mediação: André da Costa Pinto

http://somosglbt.blogspot.com/

Ao anônimo...



Meu caro vc precisa estudar mais. Assista algumas aulas nos cursos de economia, sociologia ou filosofia em boas universidades brasileiras.
Vc mistura, pt, marxismo, materialismo, comunismo. Essa mistura é natural de quem não entende nada.
prof. William – UFRN

====================
Meu caro Prof. Willian.

Inicialmente quero lhe dizer que, para o governo de seus sonhos, não sou membro de nenhum partido político.

Em segundo lugar devo informá-lo de que para ter a mínima noção do saber se o país está bem ou mal, não se necessita passar pela “academia”; o Presidente Lula, nestes oito anos provou isso!

Em terceiro lugar, economia, sociologia, ou filosofia são áreas do conhecimento que não me interessam, apesar de respeitá-las; minha área de conhecimento é engenharia eletrônica sou formado na PUC/RS, com um ano de extensão em física nuclear na UFRGS/RS. Caso fosse freqüentar algum curso universitário nas áreas de conhecimento que me sugeres, certamente seria em uma entidade longe do espaço em que você ministra aulas; e pelo que sei, não está na nominata entre as melhores universidades do país. Você é a justificativa pronta e acabada sobre esse tema.

Parece-me que “não entender nada” não é bem a sua praia. O país amargou 8 anos de governo tucano errante, uma verdadeira hecatombe. Um governo de sábios de “academia” encabeçado por um sociólogo de araque, um doutor honóris causa que quebrou o país três vezes. Devo lembrá-lo, para caso o esteja acometido pelo alzeimer, que os professores de várias destas “melhores universidades do país”, nos oito anos do governo tucano, não tiveram puta centavo de aumento em seu salário.

Tão pouco necessito de qualquer conhecimento de academia para qualificar o governo tucano aqui no RS: uma bosta, simplesmente. Que por sinal o PSDB teve uma derrota acachapante. Yeda Crusius, PSDB/RS foi um desastre. Um governo “fake”, que teve durante seu reinado, o beneplácito destes jornalecos de merda que temos por aqui. Pois assim é o PSDB, assim age a direita. Torta, carcomida e sem qualquer justificativa que leve a um debate político a níveis que a população brasileira mereça.

O que seu discurso de “academia” fez para combater a miséria que está a quinze passos de sua casa? Sua universidade, seus alunos e seu estado não merecem alguém como você, consumindo o ar que eles respiram.
Não. Não merecemos FHC, Serra, Tasso Jereissati, Arthur Virgílio,  Agripino Maia (este seu provável candidato a senador pelo RN - você tem cara de que votou nele) et caterva.

Gente deste nível, não desejo para o futuro de meu país.

Serra provoca tumulto em Canindé, no Ceará!




Visita de Serra termina em tumulto em Canindé, no Ceará. Tucanos tentam distribuir panfletos durante celebreção de missa em Canindé; provocando o protesto do padre Francisco Gonçalves.

Ao fim da celebração o padre mostrou um panfleto contra Dilma e deixou a comitiva tucana atônita. "Acusam a candidata do PT em nome da igreja. Não é verdade", concluiu o sacerdote. A plateia aplaudiu.

17 de out. de 2010

O que está em jogo, é o Brasil. Assim, e simplesmente!

É simplesmente brilhante a avaliação do Cristóvão Feil sobre esse momento da campanha eleitoral. Transcrevo na íntegra:

"FOTO-LEGENDA _José Serra em aglomeração de tucanos, mostrando a imagem de São Francisco das Chagas, na cidade de Canindé, norte do Ceará, sábado (16).


O candidato da direita brasileira está sendo assessorado por estadunidenses do Partido Republicano. Quer pautar, seja pela via ingênua como essa da fotografia, seja pela via criminosa através de calúnias e difamações, temas ancestrais do imaginário popular brasileiro, agora, numa agenda político-eleitoral de última hora. Eles - os tucanos e os republicanos - bolaram um menu de tabuísmos e disfemismos que ainda podem assombrar a ingenuidade de indivíduos crédulos e incomplexos. Exemplos: exploração de preconceitos sexuais relativo à prostituição (disfemismo); debate raso sobre o tabu do aborto, lançado para provocar comoção, histeria religiosa e temor gratuito em espíritos singelos e indefesos; moralidade prescritiva ao Outro, como forma preventiva e de isenção do Eu (caso Mônica Serra ), etc.


Ora, essa ordem de temas propostos pela central de inteligência eleitoral tucano-republicana mexe no substrato mais arcaico depositado (em repouso) no fundo escuro da imaginação popular. A intenção astuciosa é a de agitar esse material em repouso e, assim, turvar a capacidade de discernimento e embrutecer a acuidade das pessoas, revolvendo os velhos sedimentos de extratos religiosos, deformações culturais, conceitos mal assimilados, inconsciência primitiva, normas introjetadas e moral recebida. Uma aventura algo arriscada, sem nenhuma garantia de êxito, mas é o que restou para uma direita esvaziada de bandeiras políticas, acuada eleitoralmente, deserta de proposições de totalidade e perdida num mundo que lhe é hostil - os valores do popular e do democrático que os brasileiros aprenderam a preservar e construir nestes últimos oito anos no Brasil."

"Em 31 de outubro, derrote a direita, derrote o velho obscurantismo de roupa nova, a mídia das oligarquias e a ameaça regressista no Brasil.
Vote 13
Vote Dilma"


Para o Brasil continuar mudando!


Não entendemos muito bem quais foram as expectativas dos votos dados, legitimamente, em Marina Silva ou Plínio Arruda Sampaio. Que lógica ou estratégica nortearam esses votos.

Se Marina e Plínio durante o primeiro turno foram uma decepção para nós, agora devemos pensar em uma possibilidade de retrocesso; e suas atitudes pioram nossa avaliação, especialmente no entendimento estratégico que deve batizar a política. Eles não conseguem se descolar de seus traumas partidários e desacertos, do interesse maior do Brasil, e isso diminui o objetivo de seus partidos.

Infelizmente nosso sistema político não nos permite o risco do retrocesso. A idade média nos ronda através de uma união de centro-direita sem precedentes, nestes anos de democracia pós-64.

Em 31 de outubro, vote Dilma Rousseff.

4 de out. de 2010

Vídeo apresentado por Carlos Latuff e produzido por Vanor Correia.



Não é essa a TV que a gente merece. Precisamos de uma mídia que não esteja amarrada a interesses de empresários, políticos ou igrejas. Que atenda as necessidades do povo. O que o Brasil precisa é o fim do monopólio das comunicações.

28 de set. de 2010

RBS/ZH reivindicam para a imprensa o direito de mentir!

O Grupo RBS, em seu jornaleco, publicou um editorial muito curioso no dia 24 de setembro de 2010. Sob o título: O Presidente e a imprensa! Destaco dois trechos.

“Não é o presidente da república quem deve estabelecer limites para a liberdade de imprensa: é o público. Numa democracia cabe ao cidadão decidir se um veículo ou profissional merece credibilidade e audiência.”
...
“Os jornais podem, sim, se posicionar politicamente e até mesmo fazer coberturas parciais. A liberdade de imprensa permite isso. Se o fizerem, porém, pagarão um alto preço em credibilidade. Pois o leitor deixará de confiar na publicação. O melhor controle da mídia – ao contrario do que apregoam vozes antidemocráticas, é o do mercado. Evidentemente, não se está aqui defendendo a inexistência de limites éticos para a atividade de informar e criticar.”
...

Em primeiro lugar, o Presidente da República pode, sim, fazer a manifestação que mais lhe convier. Estará utilizando seu direito como um cidadão qualquer; o direito de manifestar sua opinião livremente.

O posicionamento político de jornais e órgãos de comunicação social, deve ser visto com naturalidade e não há problema nenhum nisso.O problema é que não são transparentes e não assumem de qual lado estão. Igualmente os jornais podem e devem expor sua opinião. Nada contra.

O problema está neste pequeno trecho: “Os jornais podem, sim, ...fazer coberturas parciais.”

Isso vai contra o nosso sagrado direito a informação. Há uma distinção que deve ser feita diante da liberdade de pensamento e o direito a informação: a liberdade de pensamento deve ser assegurada mesmo aos mentirosos; e jornalistas mentirosos, é coisa que menos falta! Nossa constituição nos assegura o direito a informação e por informação devemos entender como uma reconstituição objetiva, exata e séria dos fatos. A tal fidelidade canina aos fatos, como trata Mino Carta, sobre o bom jornalismo!

Este pequeno trecho põe por terra o Manual de Ética, Redação e Estilo de Zero Hora. Torna a dupla Jaime e Nelson Sirotsky, os dois maiores picaretas da comunicação sul-mampitubense. Especialmente quando esta dupla, sob o manto mentiroso da liberdade de imprensa, desqualifica o direito de o Presidente da República em criticar a imprensa, que é livre, por distorcer fatos.

Direito a informação que eu, como cidadão, não lhes permito negligenciar. Eu estaria renunciando a um direito; e não renuncio!

Cadê a publicação no jornaleco da Azenha, do caso do estupro, em Florianópolis, de uma garota de 14 anos pelo neto do Sr. Jaime Sirotsky. E os senhores vem falar por meio de um editorial nesta cantilena da liberdade de imprensa? Não seria melhor tratarem o assunto por libertinagem de imprensa?

Contem essa para o Chapeuzinho Vermelho...

26 de set. de 2010

Por que o Rio Grande do Sul é assim – parte VII

O castilhismo e a chamada “liberdade de imprensa”
Se um dos aferidores da democracia formal é de fato a liberdade de imprensa, então, o RS tinha mais democracia no final do século 19 do que na presente conjuntura. No final do Império acontecia um vivo e candente debate democrático entre os órgãos de imprensa local, divididos entre publicações religiosas e não-religiosas, e estas subdivididas entre republicanos radicais, liberais monarquistas, liberais republicanos, e conservadores.

Hoje, este debate está morto. Não temos mais pluralidade nos órgãos de comunicação. Atualmente existe uma única linguagem político-ideológica. A pluralidade é apenas numérica e segundo a modalidade da mídia. De resto, temos uma mídia de pensamento único e inquestionável, a mídia do partido único da mercadoria. Que confunde deliberadamente (ideologicamente) cidadão com consumidor. A democracia que apregoa fica reduzida à miséria espiritual de se escolher entre um celular A, B ou C, uma bugiganga ruim ou uma bugiganga péssima. Os consumidores são laureados “vencedores”, os nãoconsumidores são indexados como “perdedores”.
A velha bandeira liberalburguesa da cidadania é substituída pelo audór colorido e iluminado do consumidor unidimensional. A proclamada “liberdade de imprensa” é a liberdade embrutecida do consumidor, não do cidadão esclarecido e autônomo. O jornal mais exaltado na propaganda republicana no Rio Grande do Sul sem dúvida foi o diário A Federação. Foi fundado praticamente junto com o Partido Republicano Rio-grandense (PRR) no início da década de 1880. Chama a atenção, pois, o relêvo que era dado pelos positivistas à questão de uma imprensa partidária atuante e combativa. Seu redator, Júlio de Castilhos,
compreendia essa importância estratégica desde os tempos de estudante, quando já mantinha uma pequena publicação de divulgação e debate político.

Antes disso, ainda, os estudantes Castilhos e Assis Brasil, então aliados e íntimos companheiros de ideais republicanos, haviam fundado o “Clube 20 de Setembro” com a intenção de criarem um círculo de estudos dos ideais Farroupilhas. Destes estudos coletivos resultaram dois trabalhos publicados em 1882: História popular do Rio Grande do Sul, de Alcides Lima (já uma preocupação com a categoria popular), e História da República Rio-Grandense, de Assis Brasil.

Castilhos se dedicou integralmente ao jornal A Federação, fazendo deste diário um instrumento forte de combate à monarquia. Em janeiro de 1885, ano que seria marcado por “sensacionais combates de Imprensa”, segundo um autor, chegam a Porto Alegre, o Conde D`Eu e a princesa Isabel, sua esposa. Castilhos mostra toda a convicção política e a sua “audácia irreverente em face de membros da família imperial, tanto mais grave por deflagrar num ambiente de província, em meio à aura de bajulação que envolvia o passeio propagandístico dos sucessores do trono” de Pedro 2º.

Júlio de Castilhos escreveu em A Federação: “O 1º Reinado foi a violência. O 2º é a corrupção. Que será o 3º ? O 3º não constituirá mais do que uma esperança dos príncipes que atualmente nos visitam, esperança que há de ser infalivelmente malograda”.

E prossegue nas suas acertadas previsões:
“A Monarquia há de baquear. O Brasil pertence à América e a América pertence à República. O sr. Conde D`Eu , em vez de fazer tentativas contra a solução republicana, e a bem do 3º Reinado, devia ter presente sempre ao seu espírito estas palavras que o Rei Luís Felipe, seu avô, disse ao Ministro Guizot: ‘Não consolidaremos jamais a monarquia na França, e um dia virá em que meus filhos não terão pão’.

Que fecunda lição para um príncipe! Medite sobre ela o sr. Conde D`Eu. A experiência ensina!” – advertiu o jovem e corajoso militante republicano. Menos de quatro anos depois suas palavras tornaram-se realidade e abria-se um largo caminho de conquistas para o PRR que, a rigor, permaneceria no poder
até a década de 30.

A Federação não seria um diário singular na luta política do PRR, inúmeros outros jornais e publicações republicano-positivistas seriam criadas nos quase setenta municípios do Rio Grande do Sul e se constituiram em instrumentos estratégicos de criação e consolidação do poder castilhista-borgista por quase quatro décadas. De outro lado, os opositores do castilhismo, do Partido Federalista, também tinham suas inúmeras publicações de propaganda política, fazendo do Rio Grande do Sul um território de intenso debate e livre
manifestação pela cidadania.

Já se vê que no quesito “liberdade de imprensa” o Rio Grande do Sul anda mais atrasado que no fim do século 19. 
Foto: a família imperial brasileira, Conde D'Eu, Dom Pedro 2o, Teresa Cristina e a Princesa Isabel no final do Segundo Reinado – objeto de duras críticas de Júlio de Castilhos em A Federação.

Texto de Cristóvão Feil (http://www.diariogauche.blogspot.com/) 

25 de set. de 2010

Por que o Rio Grande do Sul é assim – parte VI



A revolução vinda de cima

“Revolução vinda de cima” é uma expressão leninista que procurou identificar o caráter da revolução burguesa na Alemanha de Bismark. No Rio Grande, os positivistas também fizeram uma revolução por cima. Embora o processo sulino não tenha tido o caráter reacionário como o apontado por Lênin na Alemanha.
Veja então que temos três modelos distintos de revolução burguesa: o modelo francês de 1789, uma revolução total, arquetípica, democrática e modernizadora em toda a sua expressão; o modelo alemão, reacionário (os de cima contra os subalternos), autocrático, e que operou a chamada modernização
conservadora; e o modelo rio-grandense de 1893 (não confundir com a guerra civil Farroupilha de 1835, que nunca foi uma revolução stricto sensu), autoritário, modernizador e progressista – mas sempre burguês.

A Constituição positivista pode ser classificada como de “tipo ideal”, que funda e orienta de fato e de direito uma nova ordem política e social. Ela “deu nascimento a um regime político único, tanto no Brasil, como no mundo”, como observa Targa. Assim, a transição capitalista na região meridional brasileira foi acelereda pelo episódio militar de grande violência política que praticamente esmagou os representantes do Estado  patrimonial, eliminando as aspirações da fração de classe mais atrasada de capturar o Estado para torná-lo comitê dos negócios pouco dinâmicos e macroeconomicamente subordinados da oligarquia estancieira e pastoril.

Se os maragatos federalistas-gasparistas, orientados pelo líder bageense Gaspar da Silveira Martins (“idéias não são metais que se fundem”, e muito ligado a Pedro 2º), tivessem vencido a revolução de 1893-95, o professor Maestri teme que o Rio Grande se transformasse caricaturalmente “numa grande Bagé”.

Pode-se imaginar o cenário desolador, contribuição guasca ao dantesco quinto círculo do Inferno:
- grandes latifúndios despovoados e decadentes,
- economia subordinada e sem dinamismo,
- regime pastoril de baixíssima produtividade,
- agricultura estagnada,
- indústria inexistente,
- contrabando crescente,
- aparelho de Estado impotente e desautorizado,
- contas públicas deficitárias,
- confusão promíscua entre público e privado,
- assembléia de representantes loteando o território em zonas de interesse
particularista,
- populações errantes perambulando em busca de trabalho e renda que jamais
encontrariam,
- infra-estrutura ineficiente ou inexistente,
- isolamento e heteronomia do Estado,
- miséria generalizada,
- riqueza escassa e concentrada,
- possíveis invasões estrangeiras pela fronteira,
- aglomerações urbanas como viveiros privilegiados de doenças e epidemias,
- educação pública zero,
- territórios inteiros tomados por bandoleiros armados,
- bandidagem social,
- anomia social e política,
- guerra civil prolongada,
- razias, saques e prática corrente de aniquilamento de comunidades inteiras,
- intervenção federal militar e civil, etc.

Ilustrações de Goya (1806) mostrando selvagerias que coincidentemente ele chamou de "Série Maragato". La Maragatería foi a região da Espanha de ondem migraram os futuros povoadores de parte do território uruguaio, daí a denominação dos maragatos federalistas rio-grandenses - muitos deles recrutados na Banda Oriental do Uruguay.

Texto de Cristóvão Feil (http://www.diariogauche.blogspot.com/)

10 de set. de 2010

O Caso Estuprotsky: O estupro por um decendente da família Sirotsky

Família de menina estuprada em SC entra com recurso contra pena dos agressores (Advogado quer anulação da decisão da Vara da Infância e Juventude Do jornal Correio do Povo e R7)

A família da menina de 13 anos, vítima de estupro em Santa Catarina no mês de maio, ingressou com recursos perante o Judiciário de Florianópolis, contestando a sentença da juíza Maria de Lourdes Simas Porto Vieira, da Vara da Infância e da Juventude.


Na decisão da magistrada, proferida no dia 12 deste mês, após ter ouvido apenas os autores do estupro e os defensores, a juíza, junto com o Ministério Público, decidiu aplicar a pena alternativa de trabalhos comunitários aos dois adolescentes.


Para o representante da família da vítima, o advogado criminalista Francisco Ferreira, houve “preterição de formalidade essencial” no processo, julgado apenas um dia após a denúncia do Ministério Público sobre os menores infratores. Nela, a promotora da Infância e Juventude, Valquíria Danielski, não pediu a internação dos jovens porque os passaportes estão apreendidos e não há risco de fuga.


- As partes não foram ouvidas. A vítima não teve a chance de contar sua versão. Entendemos que prevaleceu a versão dos infratores - argumentou Francisco Ferreira.


O criminalista entende que o descumprimento do rito, por si só, é motivo, inclusive, para anular a decisão. Por isso, a última medida, tomada na segunda-feira (23), foi o pedido de um mandado de segurança para anulação da sentença e reabertura do processo pelo Judiciário.


Antes disso, a família já havia protocolado uma apelação e um agravo, recursos que não obtiveram êxito. Ferreira espera que o novo pedido seja apreciado nos próximos dias.


O estupro, que chocou a comunidade catarinense, ocorreu em maio deste ano e envolveu dois adolescentes de 14 anos, um filho de um delegado da Polícia Civil e outro filho de Sérgio Sirotsky, diretor da RBS (Rede Brasil Sul de Comunicação), afiliada da Rede Globo.


[Agosto de 2010-Portal R7]


+++++++++++++++++++++++++++


É curioso como os donos de jornais insistem, a cada troca de governo, na reafirmação dos ideais da Declaração de Chapultepec, como se isso fosse a tábua de salvação de uma população frente a tirania.

Ocorre que estamos diante da tirania da desinformação, onde os jornalecos destes mesmos “donos” noticiam segundo seus interesses corporativos (políticos, econômicos, pessoais, etc).

Não somos contra a liberdade de opinião, até por que estaríamos dando um tiro no pé, mas contra o monopólio de informação, o cruzamento de propriedades – como é o caso do Grupo RBS, onde uma família é dona de jornais, diversas rádios AM e FM, TVs e portal de internet; que, aliás, é vedado por nossa constituição. Os interesses públicos e da coletividade ficarão sempre num segundo plano, já que os a coletividade pode divergir frontalmente dos objetivos destas empresas e de seus anunciantes. E aí, como fica? Esperar pela retidão e ética de senhores como Nelson e Jaime Sirotsky? Só se estivermos chapados, pois o tempo de espera será longo.

Os senhores Nelson e Jaime Sirotsky, deveriam procurar urgentemente um tratamento sério para a perda de memória! Quando comentam sobre credibilidade e qualidade de informação, em seus editoriais, certamente não devem estar tomando como referência as plataformas de comunicação do grupo. Caso contrário elas deveriam estar divulgando o acompanhamento do rumoroso caso de estupro em Santa Catarina de uma garota de 13 anos praticado pelo primo de Nelson Sirotsky e neto de Jaime Sirotsky, Presidente e Presidente Emérito do Grupo RBS. Isto torna esses sujeitinhos, dois picaretas da comunicação.

Nenhum Conversas Cruzadas sobre o “estupro”? Nunhum jornalistazinho de merda querendo bater em sua delegacia no famigerado menor? Nenhuma coluna de Paulo Santana? Nenhum comentário de Túlio Millman? Nenhuma manifestação rastejante de D.Rosane de Oliveira?E se a menina fosse uma Sirotsky? O que aconteceria se um “plebeu” tivesse introduzido em sua vagina, um controle remoto? Qual seria a atitude dos jornais e meios eletrônicos do Grupo RBS? Iriam pressionar o judiciário de Santa Catarina para “pegar leve”?

Dizer que o Jornal Zero Hora e o Diário Catarinense são jornais com credibilidade é desconhecer a história do Grupo RBS.

Reacionários, de direita, golpistas e mentirosos.

4 de set. de 2010

Por que o Rio Grande do Sul é assim – parte V


A constituição republicana e revolucionária

Júlio de Castilhos e seus companheiros da vanguarda comtista intuiram que o Rio Grande do Sul estava pronto para se modernizar, mas que essa necessidade histórica não se realizaria por si só. O “espírito revolucionário” exige ações revolucionárias estratégicas materializadas em instrumentos institucionaisconstitucionais decisivos. Neste sentido, em primeiro lugar, era preciso um marco jurídico-constitucional para a nova ordem, em segundo, era preciso uma imprensa partidária combativa, e terceiro, uma força militar estatal auxiliada por corpos provisórios politizados e treinados militarmente, a partir de militantes locais do PRR, com capilaridade em todo o território sulino.

A Constituição castilhista de 1891 é um marco legal singular. Trata-se de uma peça jurídica que garante um governo autoritário, cerebralmente autoritário, uma vez que não previa a divisão dos três poderes, segundo o modelo liberal clássico, atribuindo ao Presidente (hoje, governador) o direito de legislar e editar decretos que se referenciavam diretamente na Constituição e não em leis ordinárias escritas por uma Assembléia de Representantes.

A Constituição rio-grandense e a prática político-administrativa do castilhismo por quase 40 anos, garantiram ao Estado funcionar praticamente como uma República autônoma do resto da Federação brasileira. Desta forma, o PRR cumpria agora o ideário Farroupilha de 1836, quando da decretação da malograda República Rio-grandense em Piratini.

Como assinala muito bem Luiz Roberto Targa, “essa constituição inédita e original não se baseou na dos Estados Unidos da América, como foi o caso das outras constituições brasileiras, tanto a da União, quanto a dos Estados”. Os positivistas tiveram uma administração marcadamente anti-oligárquica e anti-patrimonialista, com ações políticas, segundo Targa, que mostravam concretamente uma ruptura com a ordem latifundiária, tais como: transparência das contas públicas, coincidência entre o orçamento previsto e o realizado, política de proteção ao consumo das classes baixas (pelo contigenciamento de bens de primeira necessidade passíveis de serem exportados), pela estatização não-patrimonialista de dois dos mais importantes portos sulinos (Porto Alegre e Rio Grande) e de toda a rede férrea do Estado (de uma empresa francesa, mas explorada por norte-americanos), a realização de obras essenciais em infra-estrutura somente nas zonas minifundiárias e coloniais, tendo-se negado a privilegiar áreas de interesse da pecuária de exportação, bem como políticas de proteção fiscal e tarifária à indústria nascente das regiões de imigração européia.

Outro marco importante da gestão castilhista do Estado foi a reforma fiscal, cujo ponto central foi a substituição do imposto de exportação (quase sempre sonegado) pelo imposto territorial. Para tanto, era fundamental discriminar a esfera pública da esfera privada. Na prática, tratava-se de impor medidas efetivas de o Governo retomar as terras públicas ilegalmente apropriadas pela oligarquia rural nas últimas décadas do Império. Retomadas as terras, no período compreendido entre 1895-1906, legitimado pela vitória na guerra civil e com força militar suficiente para garantir o cumprimento da lei e da ordem estatal, o Governo castilhista entregou lotes rurais a posseiros, a companhias de loteamento e a pequenos proprietários.

Essas medidas cada vez mais afirmavam a consolidação do Estado burguês moderno, qual seja a de tornar autônoma a esfera estatal da esfera privada das oligarquias rurais tradicionais e atrasadas. No Rio Grande do Sul isso foi conquistado a ferro, fogo e vontade revolucionária organizada e materializada em instrumentos concretos de mudança social.

No final desta série de pequenas notas, vamos linkar o artigo completo (que estará publicado num anexo), com bibliografia e indicação de leitura complementar. Retrato de Júlio Prates de Castilhos, primeiro presidente eleito do RS, líder republicano que concebeu e escreveu a Constituição de 1891, quando tinha 30 anos de idade. Morreu em 1903, com apenas 43 anos de idade.

Texto de Cristóvão Feil (http://www.diariogauche.blogspot.com/)

23 de ago. de 2010

Em que pé anda a cultura ao sul do Mampituba!


RIO GRANDE DO SUL / ARTES

O Rio Grande do Sul possui uma estrutura de ensino formal em artes visuais bastante sedimentada, com universidades espalhadas em todas as coordenadas o estado e cursos de mestrado e doutorado em Porto Alegre. Existem vários pólos culturais, onde se criam estratégias relativamente autônomas dos recursos da capital. Porém, percebe-se, principalmente nos últimos anos, um afastamento dramático do poder público dos instrumentos culturais o estado, que investe cada vez menos recursos na área. Na atual gestão do governo estadual chegou a se cogitar a extinção da secretaria da cultura, ação felizmente impedida pela mobilização da classe e da imprensa local.

Porto Alegre é um pólo importante da produção em arte contemporânea no Brasil, com várias oportunidades de formação e fruição. A Bienal do Mercosul vem se firmando como evento relevante no calendário artístico do país à medida que extrapola os limites geográficos do seu nome, e o Instituto de Artes da UFRGS oferece mestrado e doutorado em artes visuais. Além disso, o Torreão, espaço mantido pelos artistas Elida Tessler e Jailton Moreira há mais de 15 anos, oferece cursos práticos e teóricos e uma programação constante de intervenções de artistas nacionais e internacionais. Também se destaca a atuação ateliê coletivo e da galeria Subterrânea, espaço mantido por sete jovens artistas, que promove, desde 2006, exposições, cursos e eventos em arte contemporânea. Há ainda as atividades desenvolvidas pela Fundação Iberê Camargo (FIC), com seu recém-inaugurado museu e um programa de bolsas de residência artística.
No entanto, os espaços públicos encontram-se perigosamente sucateados. As galerias municipais – galeria Iberê Camargo, galeria do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Demae), Paço Municipal e Usina do Gasômetro – as instituições estaduais – Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), Museu de Artes do Rio Grande do Sul Aldo Malagoli (Margs), Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC/RS) e o Instituto Estadual de Artes Visuais (Ieav) – estão, com raras exceções, em péssimas condições físicas e/ou administrativas. O estado parece contentar-se em apoiar as iniciativas culturais privadas, como a Bienal e a FIC, deixando de lado os instrumentos culturais públicos. Impressiona também a ausência de um circuito comercial minimamente estruturado: não há nenhuma galeria de arte com perfil definido.
Outros locais que apresentam programação interessante em arte contemporânea são a galeria da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), a galeria Espaço Zero, da Fundação Vera Chaves Barcellos, a Fundação Cultural e Assistencial Ecarta, o Goethe-Institut e o Museu do Trabalho. Com exceção do Goethe-Institut, que é ocupado por meio de edital, as demais instituições são todas ocupadas por meio de convite. O Santander Cultural, que iniciou suas atividades com programação relevante, atualmente apresenta grandes mostras de apelo popular.
Entrei em contato com 42 artistas em Porto Alegre, dos quais Gabriel Netto foi selecionado pelo Rumos. A produção local é, no geral, bastante qualificada e articulada. Existem muitos artistas que estabelecem conexões com outras cidades do Brasil, como Florianópolis, São Paulo, Rio de Janeiro e Recife por meio de programas desses locais, criando assim, circuitos alternativos de inserção dessa produção.

[Trilhas do Desejo: a arte visual brasileira. São Paulo: Editora Senac São Paulo e Itaú Cultural, 2009. Relatório: Região Sul, por Gabriela Motta. Rio Grande Sul, pág: 169. Porto Alegre, págs: 171/172.]

====================================
Yeda Rorato Crusius reduziu as questões relativas a cultura ao sul do Mampituba, ao mero aspecto varzeano, bem ao seu gosto e ao de Mônica Leal. Ou a de cavalgaduras!

Agora vem o Fogacinha e sua lógica "tranversa" e rastejante querendo transformar o Acampamento Farroupilha em "museu vivo"? Gente! Ninguém merece isso.

Juro que não fui eu quem secou a louça com o "Santo Sudário"!

Realmente, temos que varrer essa gentalha para o quinto dos infernos!

17 de ago. de 2010

Caso Sirotsky em Florianópolis: caminho para a pizzaria...




RBS determina como deve ser tratado o quintal alheio! Já na sua prole, a conversa é diferente!




O processo do caso de estupro de uma adolescente de 13 anos, em Florianópolis, em maio passado, foi entregue à juíza Maria de Lourdes Simas Porto Vieira, da Vara da Infância e Juventude.

O crime teria ocorrido no apartamento de uma família de classe média-alta, da ex-mulher de Sérgio Sirotsky, diretor da RBS (Rede Brasil Sul de Comunicação).

O filho do casal e um amigo (filho de um delegado da Polícia Civil), ambos de 14 anos, são acusados do crime.

De acordo com promotora da Infância e Juventude, Valquíria Danielski, não foi pedida a internação provisória dos dois porque os passaportes estão apreendidos e não há risco de fuga.

A promotora, que entregou a denúncia do caso na última sexta-feira (6), destacou que “houve estupro de pessoa vulnerável, praticado mediante violência presumida, em decorrência do fato de a vítima ter menos de 14 anos de idade e de se encontrar, no momento da prática sexual, sem condições de resistência, em virtude da ingestão voluntária de grande quantidade de bebida alcoólica”.

O processo está sob regime de “segredo de justiça”.

Do portal R7.

Por que o Rio Grande do Sul é assim - IV


A construção da hegemonia castilhista.

Para entender a vanguarda positivista-castilhista militante do Partido Republicano Rio-grandense (PRR), mas sobretudo compreender aquilo que Nabuco (antes de Lênin) sintetizou como o “espírito revolucionário” de uma dada conjuntura ímpar, original e irrepetível, vamos ver o que Florestan Fernandes considera como elementos que não podem faltar no momento do salto revolucionário (e isto vale tanto para o processo burguês, que estamos
comentando, quanto para um processo pós-burguês, do qual estamos muito longe, pelo menos com o lulismo no poder e a autodesconstituição petista).

“Em primeiro lugar – anota Florestan –, é preciso que existam certas categorias de homens, capazes de atuar socialmente na mesma direção, com dada intensidade, e com relativa persistência. Em segundo, lugar, é preciso que essas categorias de homens disponham de um mínimo de consciência social, de capacidade de ação conjugada e solidária, e de inconformismo em face do status quo, para poderem lidar, coletivamente, com meios e fins como parte de
processos de reconstrução social. Estes impõem, desejem-no ou não os agentes humanos, um complicado amálgama entre interesses sociais imediatos (e por isso mais ou menos claros e impositivos), valores sociais latentes (e por isso imperativos, mas fluídos) e interesses remotos (e por isso essenciais, mas relativamente procrastináveis)” – conclui o sociólogo, na obra “A Revolução Burguesa no Brasil”.

Sem entrar no mérito do ideário positivista-comtiano, que sempre orientou – qual doutrina – Julio de Castilhos e seus companheiros, há que se concordar que a vontade política daquela vanguarda obedecia às exigências de todo o genuíno processo revolucionário que se preze.

O Rio Grande do Sul vivia a crise terminal do modelo escravagista agroexportador, crise de mão-de-obra escrava (os cafeicultores paulistas vinham inflacionando o preço unitário da força-escrava pelo menos desde a proibição do tráfico, meados do século 19), aumento da divisão social do trabalho, assalariamento progressivo, novos agentes econômicos mais dinâmicos
advindos das comunidades imigrantes (onde, por determinação de Pedro 2º , era proibido trabalho escravo), etc. Ora, se de um lado havia uma crise estrutural do sistema dominante, de outro, florescia uma sociedade baseada em novos valores sociais e culturais.

O PRR sentiu, então, a janela de tempo que se descortinava no horizonte histórico do Estado, percebeu politicamente a contradição insanável entre uma ruptura da homogeneidade da aristocracia agrária simultaneamente ao aparecimento de novos tipos de atores sociais e econômicos. O processo revolucionário, portanto, era irrenunciável, inadiável.

Se a conjuntura histórica por si só quase conspirava para o desfecho de síntese, havia ainda três grandes tarefas instrumentais a realizar: 1) fixar um marco jurídico-constitucional para a nova ordem, depois consubstanciado na Constituição autoritária de 1891; 2) uma imprensa partidária aberta à população, consubstanciado no combativo jornal republicano “A Federação” e
inúmeros outros pequenos órgãos regionais de grande influência política; 3) uma força militar que sustentasse a nova ordem, consubstanciada na Brigada Militar como força pública estatal e a arregimentação de militantes do PRR como corpos provisórios militarizados para intervenção nos conflitos comuns no período, pelo menos até 1924 (os intendentes municipais funcionavam como
chefes políticos e militares).

Adiante veremos cada uma destas estratégias políticas que garantiram a hegemonia da ordem castilhista por quase 40 anos no Rio Grande do Sul.

Foto: detalhe do monumento de simbologia positivista em homenagem a Julio de Castilhos, que
está defronte ao Palácio Piratini, sede do Poder Executivo do Estado do Rio Grande do Sul, em
Porto Alegre. Obra do conhecido escultor Décio Vilares (1851-1931).

Texto de Cristóvão Feil (http://www.diariogauche.blogspot.com/)

14 de ago. de 2010

Porque o Rio Grande é assim, parte 3.


A revolução burguesa no Rio Grande do Sul


Investigar sobre a existência de uma revolução burguesa no limite meridional do Brasil implica em verificar dois fatores preponderantes: 1) a ação de atores das grandes transformações que estejam por trás da desagregação do regime escravocrata-senhorial; 2) a formação de uma sociedade de classes.

Como afirma Florestan Fernandes, no Brasil “a Revolução Burguesa não constitui um episódio histórico”, foi um desdobramento longo de pequenas e continuadas “rupturas com o imobilismo da ordem tradicionalista e a gradual chegada da modernização como processo social”.

Entretanto, como já vimos antes, no Rio Grande do Sul aconteceu o episódio histórico, onde preponderou o “espírito revolucionário” de que falava Joaquim Nabuco. Mas para que fosse possível esse momento histórico, que aqui se desdobrou preferencialmente de 1891 (com a Constituição castilhista) a 1895 (com a paz de Pelotas), houve o processo de uma longa e complexa base psicocultural, política e evidentemente econômica, já que o Estado sulino
apresentava singularidades em relação à tradicional produção da monocultura de exportação praticada no resto do País.

[Aqui um breve parêntese elucidativo, para quem não leu os dois sueltos anteriores desta pequena série: estamos investigando os motivos que levam a burguesia guasca a renunciar a sua própria revolução social, onde foi francamente vitoriosa, para apegar-se ao passado farroupilha que, embora heróico, foi uma sucessão de fracassos. Por que as fanfarras do Tradicionalismo organizado – e ideologizado – não evocam a vitória modernizante de 1893,preferindo lembrar as derrotas sucessivas de [835-1845?].

Aqui não tivemos um sistema abortado ou interrompido de plantation, como sugeriram equivocadamente os estudos do sociólogo Fernando Henrique Cardoso.

Tivemos sim uma pluralidade de agentes econômicos (a pecuária exportadora, a charqueada, a pequena agricultura e a artesania das colônias de imigrantes não-ibéricos), ao contrário de São Paulo que foi vítima da monocultura extensiva de exportação, inibidora da divisão social do trabalho e do mercantilismo interno – bases necessárias de uma formação social dinâmica,burguesa, moderna e racional (Weber).

A guerra civil começa em 2 de fevereiro de 1893, quando o uruguaio Gumercindo Saraiva invade o Rio Grande com 400 rebeldes armados, em sinal de protesto pela reeleição de Julio de Castilhos à presidencia do Estado, tendo ocorrido sua posse uma semana antes, em 25 de janeiro.

Saraiva, um colorado uruguaio, representava mais do que os fazendeiros maragatos, epresentava sociologicamente uma reação armada do macro sistema baseado no atifúndio e na pecuária de exportação.

Dava-se início ao embate sangrento entre o Rio Grande atávico e conservador e o Rio Grande modernizante e planificador. A guerra civil foi obra cruenta, então, das forças oligárquicas reacionárias à Constituição estadual castilhista de 14 de julho de 1891.

A Constituição castilhista de 1891 foi um marco político da hegemonia republicano-chimanga no Estado. Representa uma ordem legal exemplar, que se poderia classificar com um tipo ideal weberiano – segundo Luiz Roberto Targa.


Texto de Cristóvão Feil (http://www.diariogauche.blogspot.com/)

27 de jul. de 2010

Para anônimos...

Por que o Rio Grande do Sul é assim - II


O Rio Grande do Sul entrou na fase do conflito armado a partir de fevereiro de 1893. A guerra civil durou exatos 31 meses, até agosto de 1895. Morreram cerca de 12 mil pessoas, numa população estimada de um milhão de sul-riograndenses.

É considerada a mais bárbara das revoluções americanas, não só pelo número de mortos, mas pela brutalidade e extensão do conflito que incluiu a eliminação quase completa dos prisioneiros, que eram degolados (na foto, o célebre degolador Adão Latorre exibe a sua perícia macabra) impiedosamente pelo adversário, de ambos os lados.

Existem relatos de que cerca de trezentos prisioneiros de determinada batalha tenham sido degolados após cessados os combates. Não existiam prisioneiros de guerra, neste sentido.

A guerra civil de 1893 resultou do conflito de dois setores bem identificados da elite político-econômica sulina. De um lado, os federalistas (ou maragatos, ou quero-queros, ou gasparistas), de outro, os republicanos (ou chimangos, ou pica-paus, ou castilhistas).

De um lado o retórico, vaidoso e tagarela Gaspar da Silveira Martins, que segundo o insuspeito historiador oficialista Darcy Azambuja, não tinha “maiores preocupações doutrinárias” e o máximo de pensamento a que alcançou resume-se numa frase tola: “idéias não são metais que se fundem”.

De outro, Júlio de Castilhos, um convicto positivista comtiano,liderança forte e com objetivos definidos, marcado por planos universalizantes do papel do Estado e sobretudo pela busca da modernização das relações sociais, tudo isso embalado numa personalidade austera e incorruptível, uma espécie de Robespierre pampeano.

Todos sabem que venceu o grupo castilhista, representado pelo Partido Republicano Rio-grandense (PRR). Castilhos foi sucedido em 1898 por Borges de Medeiros, da mesma linhagem castilhista-comtiana, que saiu do poder somente em 1928. A revolução de 93 ainda teria recaídas em 1923 e 1924, sempre com os mesmos antagonistas de classe e os mesmos motivos sócioeconômicos e de poder.

Que rivalidades tão profundas eram essas? É o velho e eterno embate entre o moderno e o arcaico. Curiosamente, um líder saído deste “laboratório” meridional da modernidade brasileira, Getúlio Vargas, um militante do PRR, é que vai promover a partir de 1930 um novo Brasil, mais
ajustado às exigências do século 20. No Rio Grande do Sul, no final do século 19, se gestou, então, com muita dor e sangue, o que viria a ser o País em grande parte do século 20, pelo menos – segundo alguns estudiosos – até o advento de Collor e Fernando Henrique, que cortam em definitivo as amarras sócioinstitucionais criadas e mantidas pela Era Vargas (1930-1954).

A vanguarda republicano-castilhistas-borgistas (chimangos) fez a parte da revolução burguesa no País. Florestan Fernandes diz que “a Revolução Burguesa [brasileira] não constitui um episódio histórico” definido singularmente, marcado e datado. O caso brasileiro, segundo Florestan, foi um longo processo de absorção de “um padrão estrutural e dinâmico de organização da economia, da sociedade e da cultura”. Já no Rio Grande, a revolução de 93 é o ponto – sim
– inaugural da revolução burguesa na região mais meridional do Brasil.

Mas isso é tema de outro post, nesta série em que estamos examinando por que o Rio Grande do Sul é assim.




Texto de Cristóvão Feil (http://www.diariogauche.blogspot.com/)

25 de jul. de 2010

Por que o Rio Grande do Sul é assim - Parte 1


Se aproxima o dia 20 de setembro, data que marca o início da chamada revolução Farroupilha, no distante ano de 1835. Para quem não conhece o Rio Grande e Porto Alegre, essas informações soam mais distantes ainda.

Mas aqui neste blog, nos próximos dias, vamos tentar decifrar esses códigos da cultura gaucheira, esses constructos culturais cuidadosamente recortados da história factual e montados num painel mítico que representa a apropriação do imaginário popular dos indivíduos nascidos no Estado mais meridional do Brasil e , não por acaso, o que apresenta idiossincrasias especiais e um etos social muito particular, rico, variado, objeto da contribuição de inúmeras etnias – autóctones e transplantadas.

Mirabeau, um dos teóricos da revolução Francesa de 1789, dizia que não bastava mostrar a verdade, é necessário fazer com que o povo a ame, é necessário – dizia o “Orador do Povo” – apoderar-se da imaginação do povo. Não foi de graça, então, que a seção de propaganda do Ministério do Interior, em 1792, em plena ebulição revolucionária, se denominava Escritório do Espírito.

Pois, essa apropriação da imaginação popular foi – parcialmente – exitosa por parte dos maragatos (ideologia do latifúndio) sul-riograndenses, especialmente a partir da segunda metade do século 20. Alguém pode perguntar o motivo de ter passado tanto tempo, de 1835-45 até meados do século passado, por que? Por que o mito levou tanto tempo para “apoderar-se da imaginação do povo”?

E outras questões: por que no RS se festeja, se comemora uma derrota, sim porque os farroupilhas de 1835 foram derrotados durante dez longos anos pelas tropas do Império do Brasil, por que? Outra: por que o RS comemora o 20 de setembro e não comemora o 14 de julho? Sabendo-se que foi no 14 de julho de 1891 que a Assembléia Constituinte sul-rio-grandense deu posse a Júlio Prates de Castilhos como primeiro Presidente (hoje é governador) eleito no RS, e podese dizer que este é o marco da única revolução burguesa clássica havida no País.

Nenhum Estado federado e nem o próprio Brasil teve uma revoluçãomodernizante como o Rio Grande do Sul, através dos positivistas chimangos de Castilhos, e depois através de Borges de Medeiros, pelo menos até 1930, quando se encerra o ciclo modernizante inaugural da transição para o capitalismo nesta região meridional.

Por que a burguesia gaúcha, a direita guasca, comemora uma derrota – a farroupilha – em vez de comemorar uma vitória – a da revolução cruenta de 1893? Intrigante, não?

E uma última questão, pelo menos por hoje, para iniciar esse tema tão apaixonante e que explica bastante o Rio Grande atual e o Brasil lulista (que quer copiar um pouco o ciclo desenvolvimentista de Vargas, que por sua vez bebia na fonte dos chimangos de Castilhos-Borges), por que aqueles que foram derrotados fragorosamente em 1893, na revolução burguesa gaúcha, hoje, são hegemônicos no plano político-eleitoral do Estado e logram êxito no objetivo original de Mirabeau no sentido de terem se apoderado da imaginação popular através de batalhas de símbolos, batalhas midiáticas, cevadura de ideologias, montagem de mitos, bombachas e tradicionalismo galponeiro, por que?

O Rio Grande do Sul tem uma história muito expressiva, tão expressiva quanto o “riso” macabro dos degolados de 1893, dos “engravatados” de 1923 (a “gravata” era a língua exposta da vítima, por baixo e através do largo talho horizontal do corte da lâmina branca), e de uma revolução positivista-burguesa que ousou estatizar empresas estrangeiras ainda em 1920, que cobrou impostos de latifúndio em 1895 e que escolarizou todo o Estado, ainda no início do século 20.

Vamos ver tudo isso, aqui no blog, a despacito no más, um pouco a cada semana.

Texto de Cristóvão Feil (http://www.diariogauche.blogspot.com/)

++++++++++++++++
A Carapuça concorda em 110% com o conteúdo deste e dos demais textos que seguirão, e que já foram publicados no blog Diário Gauche...

13 de jul. de 2010

Serra (Mein Führer)


Polícia tucana de S. Catarina tem um estupro para esclarecer


Dois adolescentes estupraram uma menina de 13 anos em Florianópolis.
Um estuprador é filho do dono da RBS, afiliada da Globo, e manda-chuva da mídia no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O outro é filho de um delegado de Polícia de Florianópolis.Um deles já confessou o crime.

O estupro morreria nos escaninhos da Polícia de Santa Catarina, não fossem um blogueiro, o Mosquito, do Tijoladas Mosquito, e a Rede Record.

Reportagem de ontem do Domingo Espetacular revelou que havia um terceiro adolescente na cena do crime.

Revelou também que havia uma mulher, além da ex-mulher do dono da RBS, na cena do crime: essa segunda mulher passou maquiagem no pescoço da estuprada.

Para esconder um hematoma.

E revelou que havia um homem com uma tatuagem no braço, que sugeriu à menina estuprada que inventasse uma boa história para o pai. O crime produziu alguns fatos políticos relevantes.

Primeiro, destacou a covardia do Governo tucano de Santa Catarina, liderado por um varão de Plutarco, Leonel Pavan, que reassumiu a presidência do PSDB no Estado e ali coordenará a campanha do Serra.

A Polícia do tucano demorou a apurar os fatos, se esqueceu de pedir exames cruciais, e não apreendeu as fitas das câmeras de vigilância do prédio onde mora o filho do dono da RBS.

E não quis saber, até agora, do terceiro adolescente na cena do crime, da segunda mulher e do homem tatuado.

Quem é esse terceiro garoto ?
Também é de família poderosa ?
Ele também estuprou ?
O homem tatuado fazia o que ali ?
Participou do estupro ?
E a segunda mulher, a maquiadora, de onde surgiu ?

São todos cúmplices de um crime, ou criminosos.

O segundo aspecto relevante da história, depois da covardia do governo tucano, é o poder da família Sirotsky, os donos da RBS e afiliados da Globo no Sul do país.

Não fossem a Record e o Mosquito, os Sirotsky tinham abafado o caso.

É a opinião de cerca de 20 pessoas que entrevistei na frente do Mercado Municipal de Florianópolis, na ultima quarta-feira.

Me disse uma senhora negra: se fosse o meu filho, negro, já teria sido chamado de favelado e traficante e estava na cadeia.

A cadeia para menores pobres de Florianópolis é um horror. Uma masmorra, de onde os menores fogem em massa. O filho do delegado e o do dono da RBS estão em casa.

Por fim, esse sinistro episódio – que a Globo e o PiG (*) solenemente desconsideram – mostra a força da internet. O Mosquito detonou a RBS, a que chama de “família Stuprotsky”.

É por isso que o Daniel Dantas, o Eduardo Azeredo, o Marco Maciel e um desconhecido deputado comunista do Amazonas querem fechar a internet brasileira.

Clique aqui para ler “Google derrota governo comunista da China”.

É porque a internet, gente como o Mosquito, detonou o monopólio que eles controlavam.
O Serra, por exemplo. Bastava dar três telefonemas para controlar a mídia brasileira.

Para o Rupert Marinho, para o “seu” Frias e para o Ruy Mesquita. A Abril vinha no rolo, porque o Robert(o) Civita nunca fez parte do clube.

Em 15 agradáveis minutos ele abafava o estupro de Santa Catarina.
Agora, é um pouco mais difícil.

O Serra tem que ligar para muita gente. Para o Mosquito, não adianta.

Porque foi ele quem detonou a credibilidade do presidente dos tucanos de Santa Catarina.

O mal já está feito.



Paulo Henrique Amorim


Do blog Conversa Afiada

Correio do Povo segue a mesma lógica errebessiana: desinformar!


O Jornal Correio do Povo seguiu a mesma lógica da RBS, quando há notícias contra seus interesses. O de desinformar. Melhor seria não ter dado a notícia em vez de omitir nomes.
A notícia atinge diretamente a família Sirotsky, seu maior concorrente, dona do jornaleco Zero Hora e o Diário Catarinense.

12 de jul. de 2010

Demissão na Cultura de São Paulo...




Heródoto Barbeiro, jornalista da TV Cultura de São Paulo, é demitido após ter dasafiado o "Zé Pedágio".

Bidu Sayão



Bidu Sayão Sings Una Voce Poco Fa (Il Barbiere Di Siviglia), Rossini.



Una voce poco fa
Qui nel cor mi risuonò;
Il mio cor ferito è già,
E lindor fu che il piagò.
Sì, lindoro mio sarà;
Lo giurai, la vincerò.
Il tutor ricuserà,
Io l'ingegno aguzzerò.
Alla fin s'accheterà
E contenta io resterò.
Sì, lindoro mio sarà;
Lo giurai, la vincerò.
Io sono docile,
Son rispettosa,
Sono obbediente,
Dolce, amorosa;
Mi lascio reggere,
Mi fo guidar.
Ma se mi toccano
Dov'è il mio debole
Sarò una vipera
E cento trappole
Prima di cedere
Farò giocar.