8 de mar. de 2010

Donos da mídia criticam participação popular e regras para setor...


Em evento organizado pelo Instituto Millenium, em São Paulo, diretores e representantes dos principais veículos de comunicação do país criticaram mais uma vez os mecanismos de democracia participativa e defenderam a auto-regulação para o setor de mídia no Brasil. "No estágio atual, é melhor deixar tudo como está. O mercado tem conseguido resolver isso. Conferências são nada mais que a instrumentalização de um projeto político ideológico que tem como alvo minar a liberdade de imprensa e o capitalismo", afirmou Denis Rosenfield, articulista do Estadão.

Bia Barbosa
Data: 05/03/2010

Depois de sete horas de discurso sobre o que seriam os principais riscos para a democracia e a liberdade de expressão no Brasil de hoje, foram apresentadas as conclusões do evento promovido pelo Instituto Millenium na última segunda-feira (1). Entre elas, afirmações categóricas de uma linha de pensamento que a imprensa brasileira já não tem mais vergonha de defender:

- o setor de comunicação no país não precisa de mais leis, e sim de auto-regulação

- as Conferências Nacionais representam a estatização da opinião de minorias e são promovidas por entidades da sociedade civil cujo teor é decisivamente determinado por interesses partidários, governamentais ou ambos

- é urgente fazer um debate forte contra o Programa Nacional de Direitos Humanos para impedir que ele seja implementado

Tamanho espírito democrático foi propagado por figuras como Denis Rosenfield e Alberto Di Franco, articulistas do jornal O Estado de S.Paulo; Roberto Civita e Sidnei Basile, do Grupo Abril; Reinaldo Azevedo, colunista da revista Veja e William Waack, editor da Rede Globo, todos palestrantes convidados do 1o Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, apoiado por entidades como a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), ANER (Associação Nacional de Editores de Revista), ANJ (Associação Nacional de Jornais) e Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade) e realizado num hotel de luxo esta semana em São Paulo.
Alvo favorito da grande imprensa desde o final de 2009, a terceira edição do Programa Nacional de Direito Humanos foi duramente atacada durante o seminário como um "ambicioso plano de implantação de um regime autoritário no Brasil".

"O Plano (sic) agride gravemente o direito de propriedade e sugere o controle dos meios de comunicação. Será um autoritarismo cuidando da história de outro autoritarismo. E o Brasil autoritário e intolerante que o governo quer construir é sustentado nesses dois pilares: o exercício da democracia direta e o controle dos meios de comunicação", acredita Di Franco. "Você lê que o governo se dá ao direito de criar uma classificação dos programas de acordo com os direitos humanos e que o invasor de terras passa a decidir junto com o juiz se vai sair dali ou não e deixa barato? Será que ninguém tinha lido isso?", esbravejou Reinaldo Azevedo, que fez questão de assumir a paternidade das "denúncias" contra o PNDH-3 para além da polêmica da criação da Comissão da Verdade, que já ocupava as páginas dos jornais.

Para os convidados e membros do Instituto Millenium, o PNDH-3, documento construído num processo amplo de participação popular, que envolveu mais de 14 mil pessoas em todo o país - "organizações de fachada", segundo William Waack -, é uma clara escalada da intervenção do Estado na vida da população. Num texto publicado na página da organização no internet, intitulado "Panfleto contra o PNDH-3", afirma-se que "os verdadeiros direitos humanos são garantir a propriedade privada e as liberdades individuais básicas".

Tanta fúria contra o Programa surge de pouquíssimas de suas mais de 500 propostas de ação, como a que propõe um "projeto de lei para tornar obrigatória a presença no local, do juiz ou do representante do Ministério Público, à ocasião do cumprimento de mandado de manutenção ou reintegração de posse de terras, quando houver pluralidade de réus, para prevenir conflitos violentos no campo"; a que sugere "elaborar critérios de acompanhamento editorial a fim de criar um ranking nacional de veículos de comunicação comprometidos com os princípios de Direitos Humanos, assim como os que cometem violações" – algo implementado há vários anos pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados – e "garantir a possibilidade de fiscalização da programação das emissoras de rádio e televisão, com vistas a assegurar o controle social sobre os meios de comunicação e a penalizar, na forma da lei, as empresas de telecomunicação que veicularem programação ou publicidade atentatória aos direitos humanos".

Em síntese, criar mecanismos para que os meios de comunicação cumpram o que já prevê a Constituição brasileira, que segue periodicamente ignorada por grande parte das emissoras de rádio e TV, concessionárias públicas. Para seguir nesta toada e convencer a opinião pública de que sua teoria está correta, a estratégia das grandes empresas de comunicação é travestir tais iniciativas de violadoras da liberdade de expressão.

"Vivemos um debate democrático no Brasil e o PT, por intermédio da liberdade de imprensa, propõe subverter a democracia pelos processos democráticos", afirma Denis Rosenfield."A tendência é de implementação do PNDH-3, mas isso depende de como a sociedade vai reagir. Houve reação dos militares e da Igreja, e os dois setores foram contemplados. Então não há muito convencimento do governo em relação ao plano. Mas as entidades empresariais estão contemporizando. Se fizerem isso, serão as vítimas", sentencia.

A dificuldade fica maior quando vozes do próprio Partido dos Trabalhadores embarcam neste discurso. "Vira e mexe aparece uma vontade no governo de controlar a mídia. O Brasil tem caminhado num sistema democrático, embora apareça fatos como o PNDH (...) Não vejo necessidade de uma ação governamental pra ver se o jornal tal está respeitando os Direitos Humanos", disse o deputado federal Antonio Palocci, também presente ao evento do Instituto Millenium.

O "autoritarismo" da participação popular
Como pano de fundo da crítica ao Programa Nacional de Direitos Humanos 3 está a aversão das grandes empresas de comunicação a quaisquer mecanismos de participação popular na definição das políticas públicas no país. As conferências nacionais, realizadas há décadas no país e potencializadas nas últimas gestões do governo federal, seriam controladas, como apontou a conclusão do Fórum do Instituto Millenium, por interesses partidários e governamentais.

“Em termos éticos, 90% dessas organizações são totalitárias e querem impor um modelo e padrão da vida pública”, afirmou Roberto Romano, professor de Ética e Filosofia Política da Unicamp, fonte favorita da grande imprensa quando se trata de criticar a esquerda. Não se concebe compreendê-las como espaços abertos e plurais, onde qualquer cidadão e cidadã pode manifestar sua opinião. Nem mesmo os mecanismos de democracia direta previstos no artigo 14 da Constituição Federal – que a grande mídia afirma defender – são respeitados. Para Carlos Alberto Di Franco, do Estadão, por exemplo, plebiscitos e referendos devem ser vistos como “formas excepcionalíssimas de consulta”.

Para Denis Rosenfield, as conferências são “meios de participação política de movimentos sociais e sindicatos que têm objetivos específicos contra os meios de comunicação, apresentando isso de forma palatável como o controle social e a defesa dos direitos humanos, quando o alvo evidente é cercear a liberdade de expressão”.

No bojo das críticas à democracia participativa, tais grupos econômicos desqualificaram, mais uma vez, a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), da qual as mesmas entidades que organizaram o evento em São Paulo se recusaram a participar. “As entidades empresariais colocaram premissas para sua participação, já que a pauta da Confecom era revisão do marco regulatório e o controle social. Nós dissemos que não poderia ficar de fora a liberdade de expressão, a livre iniciativa, o combate à pirataria. Insistimos para que isso viesse à pauta e isso não sobreviveu à agenda das demais entidades que lá estavam”, tentou explicar Sidnei Basile, do Grupo Abril, ignorando que todos esses temas foram de fato debatidos na Confecom. “Então nos retiramos. Foi bom, foi correto marcar nossos princípios. E o conto do vigário que estava sendo vendido não vigorou”, afirmou o jornalista, que minutos antes taxou de cínica e hipócrita tal iniciativa do governo.

Um dos temas mais criticados pela grande imprensa nos debates da Confecom foi justamente o controle social da mídia, que voltou ao centro do alvo no Fórum do Instituto Millenium. Os dardos vieram de todos os lados.
"Estranho que, justamente quando vivemos uma democracia plena, se esteja falando em maior controle dos meios de comunicação. Mais estranho ainda é falar isso quando mais de 60 milhões de brasileiros já têm acesso à internet, onde o fluxo de idéias e opiniões é totalmente livre e felizmente impossível de censurar e controlar", avaliou Roberto Civita, para quem, talvez, baste o fluxo de idéias e opiniões na rede mundial de computadores.

"Não pode haver controles além da própria constituição de um país (...) Não se pode fazer lei a torto e a direito. E a Constituição de 88, no que diz respeito a concessões, publicidade e meios de comunicação, é muito explicita. E o que se vê hoje são tentativas de cada vez mais frequentes de se inibir a publicidade ou a notícia. (...) Tem muita gente querendo uma nova lei de imprensa. Da vontade de dizer: “faz”. Não existe boa lei de imprensa em nenhum lugar", sentenciou o deputado federal pelo PDT Miro Teixeira, ex-Ministro das Comunicações.

Já o atual ministro, num rompante de seu espírito democrático, deixou claro: "em hipótese alguma o governo aceitaria uma discussão sobre o controle social da mídia. Não será permitido discutir isso do ponto de vista governamental; é algo que consideramos absolutamente intocável", afirmou Hélio Costa, para quem a Confecom - que, diga-se de passagem, aprovou resolução em defesa do controle social e da participação popular nos meios de comunicação - não determina o que o governo deve fazer, levantando apenas sugestões "que não necessariamente devem ser colocadas em prática".

A lei do mercado
O recado, em suma, é o seguinte: nada de povo e nada de lei nas comunicações brasileiras. "Quanto menos legislação melhor", disse Civita. ""No estágio atual, é melhor deixar tudo como está. O mercado tem conseguido resolver isso", garante Rosenfield. Para não parecer que o que se defendia ali era a lei da selva, Sidnei Basile, do Grupo Abril, sacou da cartola a palavra mágica: auto-regulação. "O que se pode fazer conosco só nós é que podemos definir (...) Faço o convite para uma cultura da auto-regulação e da prevalência da boa fé", disse. Alguém consegue acreditar? Di Franco emendou: "Não é o Estado que tem que ser o tutor da sociedade. O mercado e a auto-regulação fazem isso extremamente bem".

"Vejam a última resolução da Anvisa, que diz que os medicamentos não podem ficar ao alcance do consumidor. Agora o Estado deve dizer tudo o que devemos fazer e como nos comportar? Liberdade de consumo, cinto de segurança, etc. Somos idiotas? O capitalismo também se caracteriza pela liberdade de escolha em todos os seus sentidos", teorizou Denis Rosenfield.

Com a auto-regulação concordaram até Hélio Costa e o deputado federal Antonio Palocci: "Os códigos de conduta das empresas, que educam sua equipe e organizam o trabalho da maneira adequada para tratar temas sensíveis, têm funcionado de forma eficiente. Não será o Estado que dirá como fazer", disse o petista.

Mas nem esta linha redutora do dever do Estado em promover a pluralidade, a diversidade e a participação popular e combater as violações de direitos humanos nos meios de comunicação foi suficiente para que os pensadores do Instituto Millenium abrissem mão da tese de que a liberdade de expressão está mesmo ameaçada no Brasil por iniciativas do governo federal e o autoritarismo dos movimentos sociais.

"Os grandes grupos empresariais estão satisfeitos com este governo. Se preocupam apenas com seus interesses materiais imediatos e se esquecem do espírito do capitalismo: a afirmação da liberdade de escolha e de expressão. Será que não estão colocando a corda no pescoço a médio e longo prazo?", questionou Rosenfield. Quem dera...

de (Agência Carta Maior )
=============
Enquanto os partidos de esquerda lutam uns contra os outros, esquecem de uma coisa muito simples: o inimigo não está entre eles, mas está lá fora e continua operando sua mais mortal arma de mobilização de imbecis - os meios de comunicação. Enquanto esses partidos não assumirem uma verdadeira política de comunicação de maneira uníssona, a guerra estará perdida.

Dupla sertaneja na festa da uva. Só faltou o Berlusconi!


Deu no Cloaca News: DUPLA "BAGAÇÃO E BAGACEIRA" PRESTIGIA FESTA DA UVA.

Homenagem ao Dia Internacional da Mulher


A ideia da existência de um dia internacional da mulher foi proposta na virada do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina em massa, na indústria. As condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte dos trabalhadores. As operárias em fábricas de vestuário e indústria têxtil foram protagonistas de um desses protestos contra as más condições de trabalho e os baixos salários, em 8 de Março de 1857, em Nova Iorque.

Muitos outros protestos ocorreram nos anos seguintes, destacando-se o de 1908, quando 15.000 mulheres marcharam sobre a cidade de Nova Iorque, exigindo a redução de horário, melhores salários e direito ao voto.

O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de Fevereiro de 1909 nos Estados Unidos da América, por iniciativa do Partido Socialista da América.

Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, em Copenhaga, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi aprovada proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um dia internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada. No ano seguinte, o Dia Internacional da Mulher foi celebrado a 19 de Março, por mais de um milhão de pessoas, na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça.

Poucos dias depois, a 25 de Março de 1911, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 146 trabalhadores - a maioria costureiras. O número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Este foi considerado como o pior incêndio da história de Nova Iorque, até 11 de setembro de 2001. Para Eva Blay, é provável que a morte das trabalhadoras da Triangle se tenha incorporado ao imaginário coletivo como sendo o fato que deu origem ao Dia Internacional da Mulher.

Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram o estopim da Revolução russa de 1917. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de Fevereiro. Leon Trotsky assim registrou o evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”. [1]
Membros da Liga Internacional das Mulheres, 1922.
Cartaz soviético de 1932. Em vermelho, lê-se: "8 de março é o dia da rebelião das mulheres trabalhadoras contra a escravidão da cozinha." Em cinza: "Diga NÃO à opressão e ao conformismo do trabalho doméstico!"

Após a Revolução de Outubro, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai persuadiu Lenin para torná-lo num dia oficial que, durante o período soviético permaneceu numa celebração da "heróica mulher trabalhadora". No entanto, o feriado rapidamente perderia a vertente política e tornar-se-ia numa ocasião em que os homens manifestavam a simpatia ou amor pelas mulheres da vida —; uma mistura das festas ocidentais do Dia das Mães e do Dia dos Namorados, com ofertas de prendas e flores dos homens às mulheres. O dia permanece como feriado oficial na Rússia, bem como na Bielorrússia, Macedónia, Moldávia e Ucrânia).

Quando a Tchecoslováquia integrava o Bloco Soviético (1948 - 1989), esta celebração foi apoiada pelo Partido Comunista da Tchecoslováquia, e foi gradualmente transformando-se em paródia. O MDŽ (Mezinárodní den žen, "Dia Internacional da Mulher" em checo) era então usado como instrumento de propaganda do partido, que esperava assim convencer as mulheres de que considerava as necessidades ao formular políticas sociais. Durante as últimas décadas, o MDŽ acabou por se tornar uma paródia de si próprio. A cada dia 8 de março, as mulheres ganhavam uma flor ou um presentinho do chefe. Assim, o propósito original da celebração perdeu-se completamente. A celebração ritualística do partido no Dia Internacional da Mulher tornou-se estereotipada e era mesmo ridicularizada pelo cinema e pela televisão, na antiga Checoslováquia. Após o colapso da União Soviética, o MDŽ foi rapidamente abandonado como mais um símbolo ridicularizado do antigo regime.

No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920, mas esmoreceu, sendo revitalizado pelo movimento feminista da década de 1960.

1975 foi designado como o Ano Internacional da Mulher.

(http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Internacional_da_Mulher)

A história das coisas

O PIG, movimenta-se e prepara um novo golpe.


Não é necessária nenhuma clarividência para se imaginar o que o PIG e a direta brasileira, farão. Tentarão de todas as maneiras descredenciar e desqualificar as conclusões da Conferência Nacional de Comunicação. Para tanto usarão todo seu poder de fogo. Programações, debates, colunistas, noticiários, comentaristas, animadores de auditório associados a nata da direita nacional; o patético Instituto Milenium.

Existe um texto que gosto muito que foi escrito pelo Historiador Décio Freitas (Encantado, 6 de setembro de 1922 — Porto Alegre, 9 de março de 2004) .

O Proteu brasileiro
por Décio Freitas


As elites nacionais exercem sua supremacia segundo técnicas e estilos peculiares – às vezes semelhantes, mas nunca idênticos. Substrato de experiências históricas cumulativas, as técnicas e os estilos oferecem em cada país um aspecto de impressionante continuidade e invariabilidade. No caso brasileiro, a técnica e o estilo são simbolizadas por Proteu, entidade mitológica que gozava de imenso poder sobre os homens. Para se libertar do seu jugo, eles precisavam destruí-lo. Ora, a passagem do tempo envelhecia Proteu, possibilitando sua supressão. Mas então ele se metamorfoseava. Na verdade, possuía o dom de se transformar em coisas muito semelhantes desejadas pelos homens. Dessa forma, Proteu remoçava-se e sobrevivia – perpetuamente.

Veja-se o elemento protéico na técnica e no estilo brasileiros. À vista da inapelável decrepitude da ordem colonial, a mesma elite que a servira por três séculos é que toma a iniciativa de promover a Independência. Depois, ela própria defendeu a escravidão contra tudo e contra todos – as insurreições negras e as pressões inglesas – e, quando farejou que a instituição caducara, apressou a mobilizar os donos de escravos para aboli-la. Monarquistas convictos proclamaram a República, quando perceberam a obsolescência do regime monárquico. A República, chamada oligárquica, carunchou em 40 anos. Aí, laureados políticos oligárquicos promoveram a transição da Revolução de 30, cujo remate foi a ditadura do Estado Novo. A perempção da ditadura levou seus condestáveis a substituí-la por um regime liberal-democrático. Assustados com as potencialidades emancipatórias do novo regime, providenciaram sua revogação através dum novíssimo regime autoritário. Exaurido este regime após mais de 20 anos, trataram de cancelá-lo.

Em cada crise histórica efetuaram-se as operações de transição – arriscadas e delicadas como o desmonte duma bomba-relógio – com mestria e tirocínio sensacionais. Bem, nesse caso, nada mudou? As metamorfoses de Proteu podiam não melhorar a vida dos homens tanto quanto desejavam, mas, de qualquer forma, sempre havia alguma mudança. Analogamente, nossas transfigurações institucionais introduziram algum tipo de mudança na vida das camadas subalternas em aspectos sociais, econômicos ou políticos. Só um sectarismo maniqueísta pode negá-lo. O ponto consiste no seguinte: as apropriações efetuadas pelas camadas subalternas em cada uma dessas transfigurações históricas sempre foram limitadas, com um saldo escassamente progressista e mesquinhamente libertário.
Não houve, em nenhum caso, mudanças revestidas da profundeza e amplitude capazes de criar uma sociedade de fato nova, segundo os interesses e as necessidades das camadas subalternas. As transfigurações serviram para bloquear mudanças perigosas à velha supremacia.

Trata-se de tipo especial de mudança – a mudança abortiva. O novo absorve o velho, isto é, supera-o e, ao mesmo tempo, conserva-o. A mudança implica permanência. O novo sistema, em lugar de eliminar radicalmente o antigo, incorpora-o em larga medida; repetindo-o no momento mesmo em que parece negá-lo. São mudanças a um tempo progressistas e retardatárias. Como resultado da conciliação do passado e presente, as desagradáveis feições do arcaísmo transparecem sempre através do belo disfarce da modernidade. Nas suas crises a elite se divide em tendências conflituosas, da mais conservadora a mais progressista. Mas na hora crucial, o metamorfismo se manifesta. As facções promovem composições baseadas em concessões recíprocas que salvaguardam o status quo. Os adverários de ontem se reúnem hoje em governos politicamente híbridos e promíscuos que apresentam dupla face – a do antigo e a do novo. Cria-se a sensação de que governos novos rejuvenescem uma sociedade arcaica.
Tudo se passa como se a elite brasileira houvesse assimilado uma lição de Maquiavel. Às vezes, escrevia ele, formam-se na sociedade paixões perigosas à estabilidade do Estado, convindo por isso dispor de válvulas de segurança que, uma vez abertas, possibilitam o extravasamento das paixões.

O nascimento desse estilo pode datar-se com exatidão no processo da Independência. Evaristo da Veiga, um dos virtuoses da política do império, pôde discerni-lo em 1831, quando uma frente ampla composta de ultraconservadores e ultraliberais levou-o a dizer que se tratava duma “liga de metais repugnantes”.

Este é o caso. Nossa história move-se num círculo vicioso marcado pela impotência transformadora. A ser verdade que o povo é o motor da história, como queria o filósofo de Tréveris, não há como fugir à conclusão de que o povo brasileiro é um motor em ponto morto. Será que nas últimas eleições houve mais uma vez apenas uma mudança de pele?


****************
O Pig fantasiada de Proteu, desfilará falsamente pelas telinhas das TVs, páginas de revistas e jornais, defendendo a democracia e a “liberdade de imprensa”.

E a guerra recomeçou!

7 de mar. de 2010

PIG e o terrorismo...

ATO V

Sensível às queixas dos setores ameaçados pelos rompantes autoritários de seus colaboradores, o presidente Lula tem procurado atenuar sistematicamente o radicalismo de alguns de seus assessores que, ao que tudo indica, gostariam de transformar os brasileiros em títeres de suas idéias. Querem controlar os meios de comunicação, a produção artística, a investigação científica e tecnológica, as opiniões e os meios de produção. Sob o falso pretexto de combate ao monopólio da comunicação – numa afronta à inteligência dos cidadãos que podem optar livremente pela escolha dos veículos de informação e entretenimento que melhor lhes satisfazem –, esses tiranos infiltrados no comando da nação tentam impor o pensamento único ao pluralismo de idéias e visões vigente atualmente no país.

Aqui o quadrúpede que escreveu o editorial de Zero Hora fez uma salada de frutas. Misturou, convenientemente para evidenciar seu ponto de vista, comunicação, produção artística, investigação científica e tecnológica, opiniões e meios de produção.

Para cada item há uma regulamentação e um órgão regulador. Menos a opinião, que é um artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos e um direito constitucional. Nem a pior das ditaduras, muitas apoiadas pelas empresas de comunicação, conseguiu “controlar” opiniões.

Artigo XIX
Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.

O que o PIG mais faz é tentar manipular o imaginário popular, justamente o que mais condenamos. O que a Conferência e entidades apoiadoras jamais pretendeu e pretenderá é "controlar opiniões.

Em “Sob o falso pretexto de combate ao monopólio da comunicação”, há a nítida impressão que o ser asnático que escreveu o editorial,mordeu a límgua. Concordamos com a besta em que há, sim, o monopólio da comunicação no Brasil. Leia o linkOs Donos Da Mídia.

“Optar livremente pela escolha dos veículos de informação”. Optar entre um cocô de jornal, um jornal de merda uma bosta de jornal soa um tanto ridículo. Ao sul do Mampituba, são poucas opções de escolha.

“Esses tiranos infiltrados no comando da nação tentam impor o pensamento único ao pluralismo de idéias e visões vigente atualmente no país.” Quando as leis ou opiniões não lhes são favoráveis, tratar de ridicularizá-las, ou fazer terrorismo com seus leitores ou ouvintes, é a arma freqüentemente utilizada pelos meios de comunicação.

A Conferência Nacional de Comunicação foi planejada pela sociedade civil, com a participação de entidades patronais, e foi boicotada por estas de todas as maneiras. Foram realizadas oficinas e debates em todo pais durante o ano de 2009, culminando com a realização da conferência em 16 de abril de 2009 em Brasília. A classe patronal teme a perda de poder político, inevitável para o crescimento pleno de nossa democracia.

Comparar responsabilidade da imprensa e meios de comunicação que a sociedade exige com censura, é mais uma propaganda enganosa e um indicativo de que estamos no caminho certo.

3 de mar. de 2010

Campanha promovida no PIG...Chega às raias do ridículo.


ATO IV

Mas os adeptos do totalitarismo não desistem. Obcecados pelo controle do pensamento alheio, de vez em quando eles ressuscitam projetos autoritários disfarçados de avanços sociais. Foi assim com a frustrada tentativa de criação de um Conselho Nacional de Comunicação no primeiro mandato do presidente Lula, que ganhou nova versão na Conferência Nacional de Comunicação, realizada em dezembro do ano passado. Mais recentemente, o chamado “controle social” dos meios de comunicação foi outra vez contemplado num dos capítulos do polêmico Programa Nacional de Direitos Humanos, que conjuga boas intenções e inexplicáveis aberrações. Por fim, surge agora no texto-base da Conferência Nacional de Cultura, programada para março, a mesma ladainha autoritária afirmando que “o monopólio dos meios de comunicação representa uma ameaça à democracia e aos direitos humanos”.

Aqui, o PIG (Partido da Imprensa Golpista) e simpatizantes, declamam a velha cantilena do totalitarismo. Velha como as inúmeras justificativas para apoio de ditaduras. E como se a própria imprensa não tivesse apoiado e se locupletado com as sanguinárias ditaduras militares latino-americanas.

Controle da sociedade pelo pensamento único é justamente o que a imprensa nacional e meios de comunicação eletrônicos fazem com a população, desrespeitando-a ao distorcer verdades e manipular o imaginário na defesa unicamente de seus interesses e de seus parceiros.

Não é por acaso que o PIG, associado a uma parcela do empresariado nacional, está interessado em continuar mantendo o controle total dos meios de comunicação, desejando para ela e somente ela o direito de informar, comentar, julgar e condenar e determinar sobre o bem e o mal. O contraponto é uma "entidade" para inglês ver! A informação como mercadoria.

A Conferência Nacional de Comunicação tratou justamente sobre esse tema, e foi boicotada de todas as maneiras pelos órgãos empresariais de comunicação. O CONAR associada a ESPM lançam uma campanha que atenta a nossa inteligência. E vejam como o PIG se movimenta, através da propaganda. Cremos que informação e propaganda sejam duas coisas um pouco antagônicas, a menos que se use a informação como ferramenta de manobra de massas. Justamente o que a direita sempre acusou dos regimes totalitários de esquerda.

A peça publicitária é uma afronta e é, para nós, uma prova do que realmente significa o monopólio da mídia corporativa, controlada majoritariamente no Brasil, por seis famílias. E isso a cidadania não pode mais tolerar.

O que queremos é a diversidade de meios de comunicação, sem monopólios, e que os sindicatos e movimentos sociais possam ser concessionários de rádios ou TVs, para discutir e difundir suas idéias. O que se quer é a diversidade. Hoje isso não é possível.

Este é o verdadeiro monopólio. Hoje há a verdadeira ditadura dos meios de comunicação.

Mas significa uma terrível perda política, das elites econômicas, passo já dado pelos países que costumamos chamar de “primeiro mundo”.

===========
CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) é uma associação patronal. A peça publicitária age contra o que o CONAR chama de sua "MISSÃO":

"Impedir que a publicidade enganosa ou abusiva cause constrangimento ao consumidor ou a empresas. Constituído por publicitários e profissionais de outras áreas, o CONAR é uma organização não-governamental que visa promover a liberdade de expressão publicitária e defender as prerrogativas constitucionais da propaganda comercial. Sua missão inclui principalmente o atendimento a denúncias de consumidores, autoridades, associados ou formuladas pelos integrantes da própria diretoria. As denúncias são julgadas pelo Conselho de Ética, com total e plena garantia de direito de defesa aos responsáveis pelo anúncio. Quando comprovada a procedência de uma denúncia, é sua responsabilidade recomendar alteração ou suspender a veiculação do anúncio. O CONAR não exerce censura prévia sobre peças publicitárias, já que se ocupa somente do que está sendo ou foi veiculado. Mantido pela contribuição das principais entidades da publicidade brasileira e seus filiados – anunciantes, agências e veículos –, tem sede na cidade de São Paulo e atua em todo o país. Foi fundado em 1980."

O que esperar do CONAR se este conselho atropela sua própria missão, ao participar da publicação dessa peça enganosa?



ESPM:(Escola Superior de Publicidade e Marketing)



Missão

• Manter a nossa identidade; reforçar compromissos com a comunidade

• Ser reconhecidos nacionalmente como um centro de excelência (“Aqui se ensina a competir com competência”)

• Alcançar expressão internacional; centro de geração de conhecimentos e de formação de líderes e empreendedores de negócios nas diversas arenas da Comunicação, Marketing e Gestão Empresarial


Valores

Na formação de nossos alunos, valorizamos a ética pessoal e empresarial, a noção do dever, o raciocínio lógico, a criatividade e capacidade de resolver problemas com competitividade. Queremos incutir neles os quatro valores que nos acompanham há mais de meio século, a saber:

1. Busca da excelência
2. Responsabilidade Social
3. Ética nas Relações
4. Integração com o mercado


Responsabilidade Social e ética nas relações acabaram de ir para o brejo!

1 de mar. de 2010

Nem tudo se resume em criticar essa bosta de jornal que é Zero Hora.


Impagável amanhecer na praia de Garça Torta, litoral norte de Maceió.

Grupo RBS – Obsessão pela mentira e manipulação!


ATO III

“Entre acertos e erros, porém, os cidadãos deste país jamais se livraram completamente das ameaças representadas por grupos localizados nos dois extremos do espectro ideológico, que sistematicamente tentam impor à nação suas idéias antidemocráticas. "

Aqui, concordamos plenamente com este editorial, e achamos que esse pessoal deveria ser fuzilado, juntamente com jornalistas e editorialistas mentirosos que povoam curiosamente o PIG. Como reparo ao erário público, as despesas pelo fuzilamento, cobradas da família, como é feito na China, sonho de 100 entre os 100 maiores empresários do Brasil. País de democracia financeira, mas ditadura política! Caberia uma pergunta: de que lado do espectro estaria situado o editorialista de Zero Hora( que representa os interesses de seu patrão)?

"É o que se percebe agora por parte de alguns integrantes da administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda que o chefe da nação tenha demonstrado ao longo de sua carreira política total comprometimento com as liberdades democráticas."

Nem Lula nem qualquer integrante de seu governo são contra qualquer comprometimento de liberdades democráticas ou qualquer descumprimento de preceitos constitucionais. Não há nenhum indício disso; até porque no período da ditadura militar, tomaram muito cacete.

O que há, e está muito claro, Zero Hora e o resto do PIG (Partido da Imprensa Golpista) o medo de que a cidadania tome para si o protagonismo pela discussão dos assuntos de seus interesses. E um deles é estabelecer no Brasil um novo marco para as comunicações – que em outras palavras significa menor poder político das empresas de comunicação.

Não haverá democracia plena no Brasil sem a democratização das comunicações.

O PIG inicia uma fase de terrorismo midiático mostrando que se as pautas da Conferência Nacional de Comunicação forem atingidas, o Brasil retornará ao obscurantismo e as perdas de liberdades democráticas.

Uma verdadeira palhaçada. Não duvido que a classe média que compra esse jornaleco de merda que é Zero Hora, e se acha plenamente informada, acredite nisso.

Grupo RBS – Obsessão pela mentira e manipulação!


ATO II

“Desde que passaram a exercer livremente o direito de escolher seus representantes, os eleitores deste país vêm praticando o saudável exercício da alternância no poder – ora optando por governantes mais conservadores, ora apostando em lideranças mais ousadas.”

Um lapso de memória conveniente do editorialista ou seja lá que tipo de anta escreveu este insulto à nossa inteligência. O ato de passar a exercer livremente o direito de escolher seus representantes, não foi uma dádiva dos céus! A imprensa nacional contribuiu pela manutenção dos ideais da ditadura militar até o momento em que até as pedras conspiravam contra o regime ditatorial militar, passando "camaleonicamente" para o outro lado. A imprensa converteu-se e como num passe de mágica sequestrou o protagonismo da luta pela democracia passando a agir como se fosse unicamente através dela própria que o pais tivesse reconquistado os direitos constitucionais. Os esqueletos, ainda guardaddos nos armários, demontram que foi a duras penas.

A imprensa nacional é reacionária, não gosta de povo que toma para si as decisões sobre seus destinos. A imprensa gosta de ser protagonista destas decisões, conduzindo-as pelos caminhos que lhe confira maior lucro ou menor prejuízo.

Direitos constitucionais foram atropelados sistematicamente, período em que Zero Hora, o Grupo RBS e vários outros meios de comunicação cresceram sob o silêncio de torturas e assassinatos. Hoje, esses meios de comunicação tentam legitimar os torturadores colocando-os sob o mesmo prisma daqueles que, heroicamente, pela luta armada tentaram derrubar o regime ditatorial militar implantado no Brasil em 1º de abril de 1964.

Todo cidadão tem o dever de, instigado pela defesa constitucional, reagir, conspirar, derrubar, desconstruir ou mesmo destruir toda entidade ou grupos que tentarem sob regime de exceção, alterar normas, direitos constitucionais ou tomarem para si os equipamentos do estado e conseqüentemente suas decisões. Mesmo que estes tenham que se valer de luta armada. Compará-los com terroristas ou mesmo a torturadores é um atestado de defesa da má conduta daquele estado de exceção.

“... saudável exercício da alternância no poder – ora optando por governantes mais conservadores, ora apostando em lideranças mais ousadas”

A alternância do poder realmente é saudável, mas, curiosamente a imprensa e grupos de mídia em geral conspiram pela eleição dos candidatos que, pela sua avaliação e de seus pares, lhes dêem mais vantagens políticas e financeiras.

No Rio Grande do Sul, o período que antecedeu a eleição de Yeda Crusius foi movido por fortes “emoções”. Ocorreram reuniões entre o Sr.Nelson Sirotsky, presidente do Grupo RBS (cidadão porto-alegrense, de origem judaica, sionista, neoliberal e de extrema-direita), e vários empresários na FEDERASUL; pela definição de qual candidato apoiariam ao governo do estado. Optaram pela escolha de uma criatura que protagonizou o governo mais corrupto de toda história sul-mampitubense.

Participou o Sr Jorge Gerdau Johannpeter (empresário porto-alegrense, de origem germânica, neoliberal e de extrema-direita) ávido pela gestão, ética e competitividade.

Deu no que deu. O Grupo RBS que “não tem lado política, mas que está ao lado da população”, nenhum empresário que apoiou a candidatura de Yeda Crusius e nem mesmo o Sr. Johannpeter, vieram a público pedir desculpas pela escolha equivocada. Ou estariam levando alguma vantagem? O silêncio ainda é ensurdecedor!

Sobre o Sr Johennpeter, o jornalista Marco Weissheimer, publicou em novembro de2008:

O empresário gaúcho Jorge Gerdau Johannpeter gosta de posar como guru de gestão corporativa. Entusiasmado, vive a criticar o Estado por sua ineficiência administrativa. Ontem mesmo voltou a soltar o verbo criticando a “deficiente governança corporativa” do governo brasileiro. Perderá tempo quem procurar uma crítica do empresário e dublê de consultor às gestões corporativas de empresas como a Aracruz ou a GM.
Em relação a esta última, seria interessante saber o que Gerdau pensa das notícias dos últimos dias que afirmam que a montadora só não irá à falência se receber uma polpuda “ajuda” do governo dos EUA. As ações da GM caíram hoje mais 13% atingindo o pior nível em 65 anos. Os defensores da superioridade do mercado sobre o Estado, neste momento, só tem um discurso: pedir o socorro do Estado. Aliás, o sr. Gerdau, que tanto preza a gestão transparente, poderia revelar quanto já ganhou do Estado, em isenções fiscais, para expandir seus negócios pelo mundo. Talvez dessa garrafa saia o seu famoso gênio da gestão.


Quanto a governantes conservadores e mais ousados...

José Sarney , Fernando Collor , Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva; classificá-los como conservadores ou ousados é uma classificação um tanto quanto medíocre. Aliás, bem ao estilo do editorial de ZH!

28 de fev. de 2010

Grupo RBS – Obsessão pela mentira e manipulação!


Ato I

“Os brasileiros optaram inequivocamente pela democracia e pelo exercício pleno das liberdades individuais e coletivas quando saíram às ruas para exigir eleições diretas ou quando pintaram o rosto para repudiar a corrupção.”

Aqui, nós e a RBS concordamos em 101%. Qualquer pessoa que preze a democracia, em especial quem viveu o período da ditadura militar, deve concordar com o que está escrito nesta linha do editorial de ZH. Contudo, como é sabido até pelas emas que povoam nossa campanha, ZH não conta totalmente a verdade. Aliás, bem ao feitio da imprensa brasileira - misturar verdades e mentiras dão um toque realista aos desavisados!

A grande imprensa, e vamos usar o tom irônico, “deste país” esteve carnalmente engajada e alinhada a Ditadura Militar, tendo inclusive participação ativamente na repressão de idéias, sendo melhores do que o próprio rei. Há suspeitas de que alguns jornalões forneciam veículos para os órgãos repressores. Alguns posts abaixo se pode constatar de que lado estava Zero Hora e o Grupo RBS: da cidadania amparada pela constituição, ou da ditadura, amparada pela construção de um imaginário popular sendo distorcido pala imprensa golpista nacional – o PIG.


Um parêntese: Sobre o PIG e sua participação na ditadura militar implantada no Brasil em 1º de Abril de 1964.

Folha de São Paulo

Protesto contra o uso da palavra "ditabranda" na sede do Grupo Folha. No banner, uma referência à famosa foto de Vladimir Herzog morto após uma sessão de tortura, se lê: "A ditadura militar no Brasil, segundo a Folha de S. Paulo".

Em 17 de fevereiro de 2009, num editorial criticando o governo de Hugo Chávez na Venezuela, o jornal se referiu à ditadura militar brasileira como uma "ditabranda". Como a Folha de S. Paulo é o jornal de maior circulação do país, as reações ao uso da palavra foram quase imediatas.

Entre os primeiros a condenarem a utilização do termo estavam os leitores do próprio jornal e os professores da Universidade de São Paulo Maria Victória Benevides e Fábio Konder Comparato. O jornal respondeu que "respeita a opinião de leitores que discordam da qualificação aplicada em editorial ao regime militar brasileiro". Apesar disso, tentou desqualificar as cartas enviadas por Benevides e Comparto, pois eles alegadamente "até hoje não expressaram repúdio a ditaduras de esquerda, como aquela ainda vigente em Cuba". De acordo com a Folha de S. Paulo, a indignação deles era "cínica e mentirosa".

A utilização do termo "ditabranda" rendeu ao jornal duras críticas em fóruns de discussão na internet e em outros veículos de mídia, tais como as pequenas revistas de esquerda Fórum, Caros Amigos (que publicou matéria de capa sobre a utilização do termo), e Carta Capital.

Nenhuma dessas críticas, entretanto, teve tanta visibilidade quanto uma reportagem intitulada "O escândalo da ditabranda" exibida pela Rede Record no Domingo Espetacular. A reportagem exibiu provas de que o Grupo Folha mantinha ligações com os órgãos de repressão da ditadura, conforme já havia denunciado Gaspari em seu livro. A Folha de S. Paulo rechaçou as acusações e denunciou a ligação entre a Igreja Universal do Reino de Deus, o que fez com que a Record exibisse a reportagem de novo no Jornal da Record e a colocasse em seu canal oficial no YouTube. Wikipédia

Zero Hora

Foi fundado em 4 de maio de 1964 servindo de porta-voz do Regime Militar (1964-85). Sua antiga sede localizava-se na rua Sete de Setembro, centro de Porto Alegre. Em 1969, foi inaugurada a sede na avenida Ipiranga, bairro Azenha[1]. O edifício da Sete de Setembro passou a ser a sede do ZH Classificados e do Classidiário. Wikipédia .

Basta pesquisar os arquivos de jornais para se constatar a ativa participação na condução da opinião pública. Os primeiros posts do blog Zero Fora tratam exatamente disso.

Quanto a pintar rostos pelo fim da corrupção, parece que Zero Hora e o Grupo RBS só estão preocupados pela corrupção ao norte do Mampituba. Afinal, 92 milhões de Reais em verbas piblicitárias calam a boca de qualquer um; o que dizer da famiglia Sirostky!

Editorial cínico de Zero Hora



24 de janeiro de 2010 - zero hora - grupo rbs

EDITORIAIS

OBSESSÃO PELO CONTROLE

Os brasileiros optaram inequivocamente pela democracia e pelo exercício pleno das liberdades individuais e coletivas quando saíram às ruas para exigir eleições diretas ou quando pintaram o rosto para repudiar a corrupção. Desde que passaram a exercer livremente o direito de escolher seus representantes, os eleitores deste país vêm praticando o saudável exercício da alternância no poder – ora optando por governantes mais conservadores, ora apostando em lideranças mais ousadas. Entre acertos e erros, porém, os cidadãos deste país jamais se livraram completamente das ameaças representadas por grupos localizados nos dois extremos do espectro ideológico, que sistematicamente tentam impor à nação suas ideias antidemocráticas. É o que se percebe agora por parte de alguns integrantes da administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda que o chefe da nação tenha demonstrado ao longo de sua carreira política total comprometimento com as liberdades democráticas.

Mas os adeptos do totalitarismo não desistem. Obcecados pelo controle do pensamento alheio, de vez em quando eles ressuscitam projetos autoritários disfarçados de avanços sociais. Foi assim com a frustrada tentativa de criação de um Conselho Nacional de Comunicação no primeiro mandato do presidente Lula, que ganhou nova versão na Conferência Nacional de Comunicação, realizada em dezembro do ano passado. Mais recentemente, o chamado “controle social” dos meios de comunicação foi outra vez contemplado num dos capítulos do polêmico Programa Nacional de Direitos Humanos, que conjuga boas intenções e inexplicáveis aberrações. Por fim, surge agora no texto-base da Conferência Nacional de Cultura, programada para março, a mesma ladainha autoritária afirmando que “o monopólio dos meios de comunicação representa uma ameaça à democracia e aos direitos humanos”.

Sensível às queixas dos setores ameaçados pelos rompantes autoritários de seus colaboradores, o presidente Lula tem procurado atenuar sistematicamente o radicalismo de alguns de seus assessores que, ao que tudo indica, gostariam de transformar os brasileiros em títeres de suas ideias. Querem controlar os meios de comunicação, a produção artística, a investigação científica e tecnológica, as opiniões e os meios de produção. Sob o falso pretexto de combate ao monopólio da comunicação – numa afronta à inteligência dos cidadãos que podem optar livremente pela escolha dos veículos de informação e entretenimento que melhor lhes satisfazem –, esses tiranos infiltrados no comando da nação tentam impor o pensamento único ao pluralismo de ideias e visões vigente atualmente no país.

O verdadeiro monopólio – e o mais nocivo, cruel e desumano – é o uso do poder para controlar as pessoas e restringir suas liberdades.

27 de fev. de 2010

Secretário de Saúde de Porto Alegre, assassinado na saída de um culto!



"Quatro homens teriam se aproximado do veículo em que estava o secretário e apenas um homem teria feito os disparos, segundo a polícia. Ainda está sendo investigado o motivo do assassinato." Sidnei Rezende
=============

“A melhor proposta foi a do Instituto Sollus”

O envolvimento do nome do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB), nas investigações sobre a ação de uma organização criminosa especializada em desviar dinheiro público, especialmente na área da Saúde, poderia ter sido evitado se ele tivesse dado ouvido às advertências feitas em 2007, quando a Prefeitura anunciou a contratação do Instituto Sollus, até então um ilustre desconhecido no RS. Sediado em São Paulo, o referido instituto foi tornado de utilidade pública pelo ex-governador de São Paulo, Geraldo Alkmin (PSDB), pelo decreto 50.191/2005. O vice-presidente institucional do Sollus, Argemiro França Lopes, era, na época, primeiro-secretário do Secretariado do Terceiro Setor do PSDB de São Paulo.

Na época, o Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre fez uma representação ao Ministério Público Federal apontando irregularidades na contratação do instituto. Em nota oficial divulgada dia 29 de agosto de 2007, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul disse que a Saúde estava de luto em Porto Alegre. “Desentendimentos jurídicos entre a prefeitura e a Faurgs e a contratação da pouco conhecida OSCIP Sollus deixam a saúde de Porto Alegre na UTI”, criticou o sindicato. Na Câmara de Vereadores, os partidos de oposição também contestaram a contratação feita sem licitação. Na época, o secretário municipal da Saúde e vice-prefeito, Eliseu Santos (PTB), defendeu a qualidade do Instituto Sollus para passar a gerir a terceirização do programa. O prefeito José Fogaça também defendeu a contratação, dizendo que o Sollus havia feito a melhor proposta. Em entrevista à rádio Gaúcha, dia 21 de agosto de 2007, Fogaça afirmou:

“Nós chamamos várias instituições daqui do Rio Grande do Sul e, inclusive se apresentou essa instituição de São Paulo. Entre todas as cinco que se apresentaram, esta apresentou os melhores documentos e evidentemente o preço mais baixo, entre todas as instituições que tinham os documentos completos e que atendiam a legislação, então, essa é a razão.”

Em agosto de 2009, a prefeitura rescindiu o contrato com instituto por “problemas na prestação de contas”. Antes disso, durante 24 meses, o Sollus faturou cerca de R$ 57,6 milhões em Porto Alegre. Por ocasião da rescisão do contrato com o instituto, Fogaça evitou comentar as razões da mudança: “O fim do convênio foi uma questão de escolha. Fizemos apenas uma decisão por algo novo”. Fogaça avaliou que o Sollus prestou um “excelente trabalho para a cidade”, ainda que a Prefeitura tenha decidido pelo fim da parceria.

Marco Weissheimer
==============

Isso cheira a queima de arquivo!

O jeito Yeda Crusius (PSDB-RS) de governar é o mesmo de Teo Vilela (PSDB-AL) e provavelmente o de todo PSDB!

Foto de 25/02/2010 - Próximo ao Hotel Jatiuca

Repete-se de norte a sul do Brasil, a lógica de Segurança Pública do PSDB.

22 de fev. de 2010

Projeto "Os Donos da Mídia"


"Este projeto nasceu ainda na década de 80, a partir de um trabalho pioneiro elaborado pelo jornalista Daniel Herz. Sua fase pública tornou-se viável após o surgimento de recursos disponibilizados pelas novas tecnologias de informação e de comunicação. Também contribuiu para isso a publicização de dados sobre concessões e permissões de emissoras de rádio e televisão, além das participações societárias destas entidades, que passaram a ser difundidos por sistemas interativos da Agência Nacional de Telecomunicações e do Ministério das Comunicações.

O esforço que aqui iniciamos inclui a necessidade de permanente atualização e validação destes dados, proporcionando informações consistentes e confiáveis sobre este panorama. Para isso, esperamos contar com todos os cidadãos e entidades dispostos a colaborar com a construção de uma sociedade onde a democratização da comunicação não seja apenas uma quimera."
&&&&&&&&&&

Com a quantidade fabulosa de mecanismos de informação, o PIG continua desinformando somente os imbecis. Facilmente podem-se desmontar suas mentiras e o que é pior, suas deliberadas e seletivas omissões.

Palestra de Wanderley Guilherme dos Santos parte 2



Entendendo sobre o funcionamento da mídia (PIG-Partido da Imprensa Golpista)

Palestra de Wanderley Guilherme dos Santos parte 1



Entendendo sobre o funcionamento da mídia (PIG-Partido da Imprensa Golpista)

Herbert José de Souza e a comunicação.



Alguns pensamentos de Herbert de Souza, o Betinho, sobre a comunicação.

"A democratização das nossas sociedades se constrói a partir da democratização das informações, do conhecimento, das mídias, da formulação e debate dos caminhos e dos processos de mudança."

"A luta pela democracia é que desenvolve o mundo e ela se constrói com e através da comunicação."

"A Globo informa o que quer e como quer, desde que isso não vá contra o pensamento oficial. Se existe um poder soberano neste país, ele é a Rede Globo de Televisão. E o mais importante é que ela exerce esse poder graças ao Governo Federal, e sem ter sido eleita por pessoa alguma. Só em uma ditadura poderia existir semelhante poder sem controle social."

21 de fev. de 2010

O PIG está com "dor de corno" até hoje!


Homenagem a Daniel Herz na CONFECOM

A 1ª Conferência Nacional de Comunicação, teve milhares de oficinas, plenárias e debates espalhados igualmente por milhares de lugares pelo país no ano de 2009. De todas as maneiras os meios de comunicação tentaram sabotar o evento, com ativa participação do Ministro Hélio Costa, alinhado ao PIG (Partido da Imprensa Golpista).

Pode-se dizer qualquer coisa desta conferência, menos que tenha sido anti-democrática. Fato que pode ser facilmente comprovado, pela nominata dos homenageados, no discurso de abertura, transcrito abaixo.
&&&&&&&&&&&&&

Discurso de abertura da 1ª Conferência Nacional de Comunicação

CONFECOM- 14/17 DEZ 2009
EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA,
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, Chefe do governo que, com a
realização desta Conferência, ajuda a quebrar o silêncio e a
invisibilidade que encobria a comunicação no país.
EXMO. DEPUTADO SENHOR TEMER, PRESIDENTE DA
CÂMARA DOS DEPUTADOS.

EXMO. SENHOR MINISTRO DAS COMUNICAÇÕES,
HÉLIO COSTA, que, ao realizar a pré-conferência em
setembro de 2007, sinalizou a vontade do governo de instalar
no país este processo de consulta popular.


EXMO. SENHOR MINISTRO-CHEFE DA SECRETARIA DE
COMUNICAÇÃO SOCIAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA,
FRANKLIN MARTINS, peça fundamental neste intrincado
xadrez político de negociação entre setores com vontades
políticas tão díspares.


MINISTRO-CHEFE DA SECRETARIA-GERAL DA PRESIDÊNCIA
DA REPÚBLICA, LUIZ DULCI, homem de articulação e de
condução do processo que, nos primeiros contatos indicou os
passos necessários para construirmos esta inédita esfera
pública que se consolida nesta etapa nacional da conferência.

EXMO. SENHOR JOHNNY SAAD. Quero saudá-lo por
reconhecer na Abra e na Telebrasil a parte empresarial do
setor de comunicação disposta ao debate e à negociação.
Sem dúvidas, homens de negócio preocupados com a
soberania nacional e com a democratização da comunicação
que se negaram a participar de sabotagens ou
desqualificação deste espaço público construído
coletivamente a duras penas.

SENHORAS E SENHORES, EXMOS. SENHORES
PARLAMENTARES
Em especial, a deputada Luiza Erundina, incansável
lutadora por um cenário democrático na comunicação
nacional.

SRS. CONVIDADOS INTERNACIONAIS E NACIONAIS.
SRAS DELEGADAS E DELEGADOS, OBSERVADORES
DESTA CONFERÊNCIA.

COMPANHEIROS E COMPANHEIRAS DA IMPRENSA.
Quero saudar, ainda que de maneira especial os
militantes da sociedade civil, organizados nas préconferências
estaduais e nacional, os companheiros das
Comissões de Direitos Humanos, de Ciência e Tecnologia, da
Comissão de Legislação Participativa da Câmara de
Deputados. Os companheiros da Comissão Organizadora
Nacional, depois desdobrada nas Comissões Organizadoras
Estaduais, pois foi esta sociedade civil quem verdadeiramente
pavimentou o caminho para a realização desta conferência. E
fez isto de maneira responsável e madura, dando exemplo,
ao limite, de tolerância e espírito público.

Faço isso em nome de três mulheres incansáveis em seu
espírito de luta, e imbatíveis na sua disposição de
negociação: companheira Rosane Bertotti, da CUT;
companheira Roseli Goffman, do CFP; e a companheira
Berenice Mendes, da ANEATE; que percorreram esse país
como verdadeiras guerreiras da Confecom.

Esta conferência, senhor Presidente, senhores ministros,
deve realizar, no nosso entendimento, três propósitos
fundamentais:
1) De um lado, romper o silêncio com que a mídia trata a
própria mídia. Iniciar a retirada do véu de autolegitimação
absoluta que encobre o sistema de comunicação brasileiro.
Propor, finalmente, o debate sobre escolhas de políticas de
comunicação nunca realizadas de forma pública. Esta
conferência possibilitará ao povo brasileiro finalmente
incidir sobre o modelo de comunicação – comunicação, por
sua vez, cada vez mais determinante na vida política,
econômica e cultural do país.

2) Por outro lado, esta conferência permitirá ao governo –
após receber os diagnósticos, as propostas, os consensos
e os dissensos – construir uma agenda para a área e,
assim, iniciar a elaboração das políticas públicas
necessárias. Estas políticas devem, por um lado,
democratizar o sistema, permitindo o acesso universal e a
possibilidade de fala para cada brasileiro. Por outro, deve
permitir a convergência tecnológica com base em um
serviço público que garanta a soberania nacional e a
diversidade regional brasileira.

3) E também, senhor Presidente e senhores Ministros, é
missão desta conferência já anunciar a próxima
conferência. Devido à resistência histórica dos setores
conservadores, não podemos permitir que este enorme
esforço de organização se perca. Precisamos
institucionalizar este processo.

Este evento guiou-se desde o seu começo por uma tensão
de setores que defendiam o debate público para as escolhas
de políticas que permitissem uma democratização efetiva do
setor e por quem, na tentativa de manter o status quo,
tentou desqualificar o processo. Por isso esta conferência é
uma vitoria dos estão aqui, daqueles que sabendo o papel
estratégico da comunicação, pretendem construir
coletivamente um ambiente regulado socialmente, que
atribua ao sistema uma dimensão civilizada fora, como diz o
professor Murilo Ramos, da terra de bang bang em que se
transformou o setor.

O que precisamos, senhor Presidente, senhores Ministros,
senhoras e senhores, é uma comunicação que cumpra seu
papel de principal construtora da cultura. Um amálgama da
identidade nacional a partir das diversidades regionais. O
povo brasileiro não pode ter mais um tutor ideológico lhe
dizendo o que gostar e o que não gostar.

Não precisamos de “Grandes Irmãos” nos dizendo o que
somos. Ao invés disso, precisamos por um fim à
criminalização dos movimentos sociais e das rádios
comunitárias. Precisamos de políticas que modifiquem a
situação brasileira de ser um país com os piores índices de
leitura de jornais da América Latina, que encontre uma
solução para a crise de financiamento do rádio brasileiro. Que
compreenda, enfim, a dimensão estratégica que a
comunicação tem para a soberania nacional. Precisamos
urgentemente estabelecer regras que, de maneira
intransigente, defendam o princípio constitucional da
liberdade de expressão ao mesmo tempo em que reconheçam
que esta liberdade não é de alguns e que, portanto, só será
garantida por leis constitucionalmente estabelecidas.

Finalmente, senhoras e senhores, quero saudar
especialmente a feliz idéia de homenagear o jornalista Daniel
Herz. Este evento pode ser considerado como uma espécie de
acontecimento-síntese da idéias de Daniel. Sua luta pode ser
resumida na criação do FNDC - Fórum Nacional pela
Democratização da Comunicação - que pretende, em última
análise, capacitar e mobilizar a sociedade para as questões
da comunicação e, a partir desta potencialidade socialmente
construída, elaborar legislação e regulação democráticas.
Acho que esta conferência cumpre uma obrigação histórica de
distingui-lo, e quero fazê-lo na figura de seus dois filhos aqui
presentes, o Fernando e o Guilherme Herz.

Assim, senhoras e senhores, iniciamos neste momento
uma reunião histórica com a responsabilidade de debater,
sistematizar e encaminhar para futuras políticas, seis mil
propostas recolhidas em mais de 200 conferências
municipais, 26 estaduais e distrital, e outras tantas livres e
virtuais. Inauguramos, portanto, um inédito e necessário
espaço público que finalmente incorpora este aspecto
essencial da vida nacional que é a comunicação.

Obrigado.

Celso Augusto Schröder
Coordenador Geral do FNDC
Vice-presidente da FENAJ
Presidente da FEPALC

Recuperando o que foi 1ª Conferência Nacional de Comunicação!


Esquecendo, por hora, o jornaleco da Azenha vamos recuperar o que foi a 1ª Conferência Nacional de Comunicação.
&&&&&&&&&&&&&&&&

A Conferência

De acordo com o Decreto Presidencial publicado no dia 16 de abril de 2009, a I Conferência Nacional de Comunicação terá como tema “Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital” e será realizada nos dias 14, 15, 16 e 17 de dezembro de 2009 no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

Ela será presidida pelo Ministério das Comunicações e contará com a colaboração direta da Secretaria Geral da Presidência e da Secretaria de Comunicação Social. Na Portaria 185, de 20 de abril de 2009, foram instituídos os órgãos do poder público e as instituições da sociedade civil que compõem a Comissão Organizadora, responsável por regular todos os aspectos da Conferência.

Ela é composta por oito representantes do Executivo Federal, dezesseis representantes da sociedade civil, divididos entre entidades do movimento social (7) , organizações do setor privado-comercial (8) e mídia pública (1). Os trabalhos serão encaminhados por meio de três comissões internas: 1) Comissão de Logística; 2) Comissão de Metodologia e Sistematização; e 3) Comissão de Divulgação.

No dia 26 de maio de 2009 foi publicada a Portaria 315, que relaciona os nomes dos representantes de todas as entidades e órgãos do poder público que fazem parte da Comissão Organizadora. No dia 29 de maio, foi feita uma retificação por meio da Portaria 337, alterando a nomeação do Ministério da Justiça e indicando a deputada Luiza Erundina como titular da Câmara dos Deputados, junto com o deputado Paulo Bonhausen.

Após várias reuniões e acordos, no dia 02 de setembro de 2009 foi publicado o Regimento interno da I Confecom, documento fundamental para que acontecessem as etapas preparatórias e eletivas da Conferência, publicado por meio da Portaria 667.

Após o Regimento Interno, outras resoluções que saíam a partir de negociações na Comissão Organizadora Nacional foram sendo publicadas como a Resolução N°01, que trata define os eixos temáticos e alguns pontos da metodoogia da I Confecom, a Resolução N° 02 que flexibiliza o prazo para realização das etapas estaduais, a Resolução N°03, que recomenda as comissões organizadoras que convocarem conferências estaduais ou municipais, que observem a segmentação tripartite e equilibrada na composição, que deve ser composta pelo Poder Público, Sociedade Civil e Sociedade Empresarial.

As Resoluções de N°04, N° 05 e N°06, respectivamente, convocam as Conferências estaduais no Amazonas, Santa Catarina e Rondônia, estados onde, até o dia 06 de outubro, data em que foram publicadas as resoluções, as etapas estaduais não haviam sido convocadas nem pelos Governos estaduais nem pelas Assembléias Legislativas.

Comissão Nacional de Pró-Conferência de Comunicação



Um grupo de entidades encabeçou aquilo que os Donos da Mídia e empresários golpistas tentaram enterrar no nascimento, por Decreto Presidencial(em abril de 2009), de todas as maneiras. O processo iniciou com a seguinte nominata:

1. COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E MINORIAS DA CÂMARA DO DEPUTADOS
2. COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA
3. COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA
4. ABCCOM – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CANAIS COMUNITÁRIOS
5. ABEPEC - ASSOCIAÇÃO B. DAS EMISSORAS PÚBLICAS, EDUCATIVAS E CULTURAIS
6. ABGLT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE GAYS, LÉSBICAS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS
7. ABI - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE IMPRENSA
8. ABONG – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONGS
9. ABRAÇO – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE RADIODIFUSÃO COMUNITÁRIA
10. ABTU - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TV UNIVERSITÁRIA
11. AMARC-BRASIL – ASSOCIAÇÃO MUNDIAL DAS RÁDIOS COMUNITÁRIAS
12. ANDI - AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DOS DIREITOS DA INFÂNCIA
13. ARPUB – ASSOCIAÇÃO DAS RÁDIOS PÚBLICAS DO BRASIL
14. ASTRAL - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TVs E RÁDIOS LEGISLATIVAS
15. CAMPANHA QUEM FINANCIA A BAIXARIA É CONTRA A CIDADANIA
16. CEN - COLETIVO DE ENTIDADES NEGRAS
17. CFP – CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA
18. CONFERP - CONSELHO FEDERAL DE PROFISSIONAIS DE RELAÇÕES PÚBLICAS
19. CONUB - CONSELHO NACIONAL DE UMBANDA
20. CUT – CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES
21. ENECOS – EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
22. FENAJ – FEDERAÇÃO NACIONAL DOS JORNALISTAS
23. FENAJUFE - FEDERAÇÃO NACIONAL DOS SERVIDORES DO JUDICIÁRIO E DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
24. FITERT – FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE RÁDIO E TELEVISÃO
25. FITTEL - FEDERAÇÃO I. DOS TRABALHADORES EM TELECOMUNICAÇÕES
26. FML - FÓRUM DE MÍDIA LIVRE
27. FNDC – FÓRUM NACIONAL PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO
28. FÓRUM DE ENTIDADES NACIONAIS DE DIREITOS HUMANOS
29. INESC – INSTITUTO DE ESTUDOS SÓCIO-ECONÔMICOS
30. INTERVOZES – COLETIVO BRASIL DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
31. LaPCom – LABORATÓRIO DE POLÍTICAS DE COMUNICAÇÃO
32. MMM - MARCHA MUNDIAL DE MULHERES
33. MNDH – MOVIMENTO NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS
34. MNU - MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO
35. MST – MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA
36. OAB – ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
37. PFDC – Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão – Ministério Público Federal
38. RENOI - REDE NACIONAL DOS OBSERVATÓRIOS DA IMPRENSA
39. RITS - REDE DE INFORMAÇÕES PARA O TERCEIRO SETOR
40. UNE - UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES

&&&&&&&&&&&&
O PIG(Partido da Imprensa Golpista) tentou de todas as maneiras boicotar, sabotar e não informar o que estava acontecendo. A sociedade queria discutir,democraticamente,os meios de comunicação!

FNDC
Comissão Pró-Conferência
1ªConferência Nacional de Comunicação

Ungidos pela ditadura militar!



A Bênção!

Pois é, jornal que nasce um mês depois do golpe militar de 1º de abril de 1964, precisa estar abençoado pelos valorosos defensores da família cristã contra ideologias contrárias à sua tradição democrática, não é mesmo???



Bênção do Gen. Mário Poppe de Figueiredo, comandante do III Exército depois do golpe, com direito a bilhete escrito de próprio punho para não deixar dúvida a sua autoria:

“Recebi com muita simpatia o aparecimento de Zero Hora. Com a orientação de propugnar pelos ideais cristãos e democráticos do povo brasileiro, será mais uma voz a conduzir a opinião pública no Rio Grande do Sul nos rumos tradicionais de nossa formação histórica. Auguro a Zero Hora uma longa e próspera existência.”


Teve até registro fotográfico deste momento histórico!



No seu terceiro dia de existência, a edição de 6 de maio de 1964 era só elogios! Igualzinho, igualzinho a hoje.

A autopromoção vem de berço.



Pescado de ZeroFora
$$$$$$$$$$$$$$


Ter sido aspergido pala bênção da ditadura militar, não coisa para qualquer um!

Vamos recuperar um pouco da história de Zero Hora!



“Servir ao povo é o nosso lema”

Nasce hoje um novo jornal, autenticamente gaúcho. Democrático. Sem compromissos políticos. Nasce com um único objetivo: servir ao povo, defender seus direitos e reivindicações, dentro do respeito às leis e às autoridades.O aparecimento de Zero Hora, totalmente desligada da Rede Nacional de jornais que anteriormente editava Última Hora, somente foi possível com a compra do controle acionário da Editora Flan S.A. por um grupo de representantes das diversas classes sociais.A par de sua orientação, Zero Hora se manterá na linha de defesa dos princípios cristãos e de apoio a todos que, sem medir esforços ou sacrifícios, lutam para impedir a implantação em nosso país de ideologias contrárias às nossas tradições democráticas.

Zero Hora conserva alguns redatores e colunistas do jornal anterior, pela posição que esses profissionais desfrutam na imprensa gaúcha, bem como nomes realmente expressivos e já consagrados pelo público.Ao entregar o 1º exemplar de Zero Hora, queremos agradecer às agências de publicidade e a todos anunciantes que prestigiam o lançamento deste jornal. Ao mesmo tempo, asseguramos aos leitores dar o máximo de nossos esforços para manter a melhor qualidade possível ao novo rebento da imprensa gaúcha.



“Houve a extinção do Última Hora por razões políticas e o seu sucedâneo, é claro, deveria estar afinado com as contingências da ditadura. Mesmo os seus pró-homens nunca negaram as raízes do jornal. Zero Hora, indiscutivelmente, foi concebido como cria do autoritarismo. Zero Hora nasce num momento histórico de derrubada do Estado democrático, permanecendo de mãos dadas com os donos do poder político.”

(...) Ary de Carvalho adquire o jornal, muda o nome para Zero Hora. No primeiro editorial, de 4 de maio de 1964, conforme Galvani (1995, p. 461), lemos:
‘Nasce hoje um novo jornal, autenticamente gaúcho. Democrático. Sem compromissos políticos. Nasce com um único objetivo: servir ao povo, defender seus direitos e reivindicações, dentro do respeito às leis e às autoridades.’
A partir de 1965, a empresa passa a se chamar Empresa Jornalística Sul-Rio-Grandense. Dois anos mais tarde, Maurício e Jayme Sirotsky compram a participação do grupo que está associado a Ary de Carvalho e, a partir de 1970, adquirem a parte do fundador do Zero Hora. O jornal muda o logotipo, moderniza-se e altera os padrões administrativos.”*
*GUARESCHI, Pedrinho & BIZ, Osvaldo (org.). Diário gaúcho: Que discurso, que responsabilidade social?- Porto Alegre: Evangraf, 2003.


(31 de Agosto de 2007)
Pescado de ZeroFora

$$$$$$$$$$$$

Zero Hora já nasceu mentindo. Zero Hora nasceu servindo a Ditadura Militar implantada em 1° de Abril de 1964 (Dia dos Bobos). E serviu melhor do que a encomenda!

Porto Alegre x Maceió

Vista para o sul da Praia da Guaxuma

Igualmente a Porto Alegre, a Câmara de Vereadores de Maceió é repleta de patifaria por um número significativo de vereadores. Número suficiente para a aprovação de projetos que atentam ao meio-ambiente e ao interesses da coletividade; falo dos cidadãos e não das empreiteiras.

A bola comeu solta para os vereadores e órgãos ambientais responsáveis pela liberação das obras.

Pois foram liberadas a construção de mais de trinta torres com trinta e cinco andares no litoral norte de Maceió.

Com algumas diferenças:

A primeira é que em Maceió não existe um jornal em que o dono também é dono de construtora!

A segunda é a praia! Ah... que praia!!!!

19 de fev. de 2010

Do site do Paulo Henrique Amorim


Enquete:

Sugestão do amigo navegante Marcos Doniseti: Qual o título que FHC merece ganhar ?

  • Doutor Honoris Causa inveja da popularidade e do sucesso do Presidente Lula (38%, 978 Votos)
  • Doutor Honoris Causa privatizações (17%, 451 Votos)
  • Doutor Honoris Causa compra de votos para aprovar a reeleição em proveito próprio (15%, 380 Votos)
  • Doutor Honoris Causa chamar os aposentados de vagabundos (12%, 317 Votos)
  • Doutor Honoris Causa derrota de candidatos do PSDB em eleição presidencial (6%, 158 Votos)
  • Doutor Honoris Causa desemprego (5%, 133 Votos)
  • Doutor Honoris Causa dívida com o FMI (3%, 68 Votos)
  • Doutor Honoris Causa aumento dos juros para 45% ao ano (2%, 40 Votos)
  • Doutor Honoris Causa racionamento (1%, 32 Votos)
  • Doutor Honoris Causa maxi-desvalorização do Real (1%, 23 Votos)
Vote

17 de fev. de 2010

Impagável

Férias...


Horroroso cenário na Garça Torta, bairro no litoral norte de Maceió, ontem ao entardecer. Por aqui passaram vários blocos carnavalescos cada qual com suas performances pedindo um "ajutório" para manter o "tanque cheio" até o próximo boteco.
Há vantagens extras; não sinto o mau cheiro do Governo Yeda Crusius e seus asseclas, muito menos de Fogaça e catrefa, porém corro o risco de cruzar com Lasier Martins!

A similaridade da pilantragem de políticos considerados pela “mídia amiga” como “pessoas de bem”, une viceralmente o Rio Grande do Sul e Alagoas!

15 de fev. de 2010

O PIG não engoliu a Conferência Nacional de Comunicação...


Direita midiática conspira em São Paulo
No dia 1º de março, no Hotel Golden Tulip, na capital paulista, as estrelas da direita midiática estarão reunidas num seminário cinicamente batizado de “1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão”. Não faltarão críticas a Conferência Nacional de Comunicação, sabotada pelos donos da mídia, e às idéias democratizantes do Plano Nacional de Direitos Humanos. O presidente Lula ficará com a sua orelha ardendo. Será rotulado de autoritário, populista e de outros adjetivos. O evento tentará unificar o discurso da mídia hegemônica para a disputa presidencial de 2010.

Os inscritos que desembolsarem R$ 500 poderão ouvir as opiniões de famosos reacionários sobre as “ameaças à democracia no Brasil” e as “restrições à liberdade de expressão”. Marcel Granier, dono da golpista e corrupta RCTV, que teve sua outorga cassada pelo governo venezuelano, fará a palestra de encerramento. A lista de palestristas convidados causa náuseas: o fascistóide Denis Rosenfield, o racista Demétrio Magnoli, o pitbul Reinaldo Azevedo, o bravateiro Arnaldo Jabor, o líder da seita xiita Opus Dei, Alberto Di Franco, além de vários comentaristas da TV Globo.

O sinistro Instituto Millenium

O evento, que tem o apoio da Associação Brasileira de Empresas de Rádio e Televisão (Abert) e da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), é uma iniciativa do sinistro Instituto Millenium. Esta entidade reúne poderosos banqueiros, industriais e barões da mídia e pretende ser um centro de aglutinação dos defensores da “economia de mercado”, como descreve seu sítio. Ela é presidida por Patrícia Carlos Andrade, que foi analista dos bancos Icatu e JPMorgan, e é filha do falecido jornalista Evandro Carlos de Andrade, um dos mentores da Central Globo de Jornalismo.

O instituto não tem nada de neutro ou plural. É controlado pelas corporações empresariais. Entre os mantenedores estão Jorge Gerdau, o barão da siderurgia, Sergio Foguel, da Odebrecht, Pedro Henrique Mariani, do Banco BBM, Salim Mattar, do grupo Localiza, e Marcos Amaro, da TAM. O gestor do fundo patrimonial da Millenium é Armínio Fraga, o ex-presidente do Banco Central na era neoliberal de FHC. Os barões da mídia têm expressiva presença na entidade. Entre os dez principais mantenedores estão João Roberto Marinho, das Organizações Globo, e Roberto Civita, da Abril. Seu conselho editorial é dirigido por Eurípedes Alcântara, diretor de redação da Veja.

A resposta dos movimentos sociais

O repórter Adriano Andrade, num excelente artigo para o jornal Brasil de Fato, demonstrou que o Instituto Millenium representa a nata da direita brasileira. Patrícia Andrade chegou a assinar o “manifesto contra a ditadura esquerdista na mídia”, escrito pelo fascistóide Olavo de Carvalho. A entidade também promove anualmente o risível “dia da liberdade de impostos”. Para o repórter, a Millenium lembra duas instituições que tiveram papel de relevo na preparação do golpe militar de 1964 – o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD) e o Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais (IPES), ambos financiados pelo governo dos EUA e pelos grupos monopolistas nativos.

O evento de 1º de março bem que mereceria uma resposta organizada dos movimentos sociais, alvo das manipulações constantes da mídia hegemônica. O demonizado MST, as ridicularizadas centrais sindicais, a estigmatizadas entidades estudantis, além das forças opostas a todos os tipos de discriminação, como a de gênero e a racial, poderiam aproveitar este evento conspirativo da direita midiática para protestar contra a “criminalização dos movimentos sociais e pela autêntica liberdade de expressão”. Nada mais democrático do que protestar contra a ditadura da mídia.

http://altamiroborges.blogspot.com/2010/02/direita-midiatica-conspira-em-sao-paulo.html

Senador de muita cara de pau!



O Senador Pedro Simon afirmou para um plenário do Senado Federal, vazio, que "2010 poderá ser lembrado como o ano em que o país, pela primeira vez, adotou um ato contra a impunidade."

Defendeu a convocação uma Constituinte para tratar sobre a ética partidária, partidos e financiamento público de campanhas. Brilhante o Senador.
Vamos esperar que esta maré atinja as terras ao sul do Mampituba.
Sentados...

10 de fev. de 2010

Um Pouco mais do presidente LULA


FHC, o farol, o sociólogo, entende tanto de sociologia quanto o
governador de São Paulo, José Serra, entende de economia. ??.
Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e
pobres à condição de consumidores; que não entende de economia, pagou
as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos
ricos.

Lula, o “analfabeto”, que não entende de educação, criou mais escolas
e universidades que seus antecessores juntos, e ainda criou o PRÓ-UNI,
que leva o filho do pobre à universidade.

Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o
salário mínimo de 64 para mais de 200 dólares, e não quebrou a
previdência como queria FHC para entregá-la às empresas de medicina de grupo.

Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse
que o Brasil está melhor que o mundo. Embora o “PIG” – Partido da
Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.

Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada,
reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país
liderança mundial de combustíveis renováveis.

Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e
colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser
respeitado e enterrou o G-8.

Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi
sindicalista brucutu, mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros
do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce
liderança absoluta sem ser imperialista. Tem fácil trânsito junto a
Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos.

Lula, que não entende de mulher nem de negro, colocou o primeiro negro
no Supremo (desmoralizado por brancos), uma mulher no cargo de
primeira ministra, e pode fazê-la sua sucessora.
Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha e afrontou
nossa fidalguia branca de lentes azuis.

Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes,
criou o PAC, antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o
Estado investir, e hoje o PAC é um amortecedor da crise.
Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a
indústria automobilística a bater recorde no trimestre.

Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência
entre os líderes mundiais, é respeitado e citado entre as pessoas mais
poderosas e influentes no mundo atual.
Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já
tinha empatia e relação direta com Bush – notada até pela imprensa
americana – e agora tem a mesma empatia com Obama.(Este é o Cara")
Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador,
é amigo do tal John Sweeny e entra na Casa Branca com credencial de
negociador, lá, nos “States”.

Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa,
é ator da mudança geopolítica das Américas.
Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca
estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna
interlocutor universal.

Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de
bravatas, faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e
fora do Brasil.

Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é
um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com
Israel.

Lula, que não entende nada de nada, é melhor que todos os outros.

Pedro R. Lima, professor
Fonte: http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=22717

6 de fev. de 2010

Da série, "Deus ajuda quem cedo madruga" e "dopo la tempesta"!

Alguns cenários só podem ser apreciados em determinados horários.

Gosto especial aqueles após algum temporal, como foi o caso!

Esta fotografia foi feita através da técnica “HDR” sem a qual seria impossível identificar todas as cores.

15 de jan. de 2010

A lógica de ZH !


Bem, Zero Hora, só falta tergiversar sobre " o que se deve vestir" após o holocausto, que virou o Haiti após o terremoto.

De resto vale tudo. Bem pescado pelo twitter ...
http://twitter.com/delanopieta

A lógica é muito simples, quanto mais catastrofe, mais são vendidos jornalecos com esse tipo de showrnalismo (como diz o prof.Wadimir Hungareti), largamente aplicado na redação de Zero Hora.

Com ZH não há meias palavras, é um jornaleco olho do cu. ( ponto)